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Correa defenderá o Equador na Europa frente a ataque midiático da Colômbia

Quito, 10 mai (EFE).- O presidente equatoriano, Rafael Correa, viajará amanhã à Europa para explicar a posição de seu país a respeito do que denominou ataque midiático por parte do Governo do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, depois da incursão militar colombiana no Equador em 1º de março.

EFE |

Em seu habitual programa de rádio dos sábados, Correa disse que seu deslocamento à Europa se estenderá até quarta-feira e incluirá escalas na Espanha, França e Bélgica.

Em 1º de março, forças militares colombianas atacaram um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na floresta equatoriana, operação que causou a morte de pelo menos 26 pessoas, entre elas o porta-voz internacional dessa guerrilha, "Raúl Reyes".

Além disso, Bogotá acusou o Governo do Equador de manter ligações com as Farc, o que foi negado por Correa, que qualificou a operação colombiana como um "massacre" que frustrou a libertação dos reféns da guerrilha, entre eles a franco-colombiana Ingrid Betancourt.

A operação causou também a ruptura das relações diplomáticas entre os dois países, abriu uma troca de declarações entre seus Governos e repercutiu em cenários internacionais como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Grupo do Rio.

"O Equador ganhou a batalha política, diplomática e informativa na América Latina. Ninguém acredita mais no Governo de Uribe na América Latina, mas, com toda essa maquinaria propagandística" do Executivo colombiano, "nos prejudicaram muito na União Européia (UE) e nos Estados Unidos", disse Correa.

O líder equatoriano disse que a campanha midiática da Colômbia contou com "a cumplicidade dos grandes meios de comunicação, com os quais têm relação os meios de comunicação colombianos", que, segundo ele são manipulados pelo Governo de Uribe.

Por essas razões "vamos esclarecer as coisas" na Europa, disse Correa, que deve ter reuniões com os reis da Espanha, Juan Carlos e Sofía, com o presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e com o chefe de Estado francês, Nicolas Sarkozy, além de com autoridades da UE. EFE fa/an

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