Quito, 7 mar (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, ofereceu hoje todo o apoio à comissão que o Governo formará para investigar o bombardeio colombiano a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no país em 1º de março de 2008, no qual morreu Raúl Reyes, um dos líderes da guerrilha.

O governante assegurou que confia na Promotoria e na Justiça, pois a investigação está nas mãos delas, mas acrescentou que "ordenou" que seja estruturada uma comissão integrada pela sociedade civil.

"Pedimos às universidades, Igreja e organizações sociais que enviem seus indicados para que o presidente escolha entre eles e a comissão seja formada, e terão todo apoio logístico, financeiro e informação para a investigação mais profunda possível", disse o líder, em seu relatório semanal de trabalhos.

O chefe de Estado "exigiu" que essa comissão denuncie o que descobrir, mas especificou que, se não descobrir nada, também deve dizer, pois, após o bombardeio, certos setores tentaram vincular seu Governo a atividades das Farc e ao narcotráfico.

A Comissão de Transparência, que será integrada por cinco membros da sociedade civil, ficará encarregada de investigar o bombardeio colombiano no setor equatoriano de Angostura em 1º de março de 2008, onde havia um enclave clandestino das Farc.

Também hoje, o ex-chefe da Unidade de Pesquisas Especiais da Polícia (UIES) Manuel Silva afirmou que Gustavo Larrea, ex-ministro de Segurança Interna e Externa do Equador, se reuniu com Reyes no acampamento de Angostura.

O jornal "El Universo" faz referência a uma carta, de 16 páginas, na qual Silva relata que um dos informantes da UIES seguiu a trajetória da suposta viagem de Larrea até a zona equatoriana de Angostura.

No documento, Reyes confirmou que se reuniu com Larrea, que, na época, ainda era ministro, e, segundo a carta, o guerrilheiro teria pedido que o titular transferisse o general da Polícia da área, porque supostamente o estaria perseguindo. EFE sm/db

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