Correa decreta luto por mortes em distúrbios no Equador

Segundo ministro do Interior, distúrbios deixaram três mortos. Chanceler fala em uma quarta vítima

iG São Paulo |

O presidente do Equador, Rafael Correa, decretou três dias de luto nacional pelas mortes na crise eclodida nesta quinta-feira, após os protestos de policiais em rejeição à eliminação de gratificações profissionais, informou hoje o ministro do Interior, Gustavo Jalkh.

O presidente assinalou ainda que governo nomeou o general Patricio Franco para substituir Freddy Martínez, que se demitiu nesta sexta-feira do cargo de comandante-geral da polícia.

Nos distúrbios de quinta-feira teriam morrido ao menos três pessoas. Jalkh, em entrevista coletiva, falou que as vítimas eram um policial, um militar e um civil. Mas o ministro de Assuntos Exteriores, Ricardo Patiño, no entanto, disse que pode ainda haver uma outra vítima.

AP
Os chanceleres uruguaio, Luis Almagro; argentino, Hector Timerman; equatoriano, Ricardo Patiño; e boliviano, David Choquehuanca, em Quito
Ainda nesta sexta-feira, o governo informou que ainda não pode ficar totalmente tranquilo após os protestos de quinta-feira, e advertiu que atacará as raízes da manifestação que terminou num violento enfrentamento com militares.

Aos poucos, o país andino recuperava a calma depois de protestos contra a retirada de benefícios econômicos para os policiais. O presidente equatoriano, no entanto, não se mostrou confiante depois de ficar retido em um hospital por mais de 10 horas, enquanto manifestantes protestavam do lado de fora.

"Não podemos cantar vitória totalmente. No momento, a situação está controlada, mas não podemos confiar. A tentativa golpista possivelmente tenha umas raízes por aqui, e é preciso buscá-las e erradicá-las", disse o chanceler do Equador, Ricardo Patiño, a jornalistas.

Violentos confrontos entre policiais e militares ocorreram na noite de quinta-feira durante uma operação para resgatar Correa de um hospital onde ele foi tratado após ter sido atacado por manifestantes.

Unasul

Nesta sexta-feira ministros das Relações Exteriores dos países da União Sul-Americana de Nações (Unasul) chegaram ao Equador para manifestar apoio ao presidente equatoriano, Rafael Correa, um dia após uma violenta onda de protestos no país.

Os chanceleres de Argentina, Uruguai, Chile e Colômbia, além do ministro interino das Relações Exteriores brasileiro, Antonio Patriota, partiram de Buenos Aires – onde presidentes da Unasul tiveram uma reunião de emergência - para a capital do Equador. Os demais ministros embarcariam ainda nesta sexta-feira, segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina.

“Para a Unasul, o que aconteceu no Equador foi uma tentativa de golpe, que falhou, mas a tentativa existiu”, disse o chanceler argentino, Hector Timerman, antes de embarcar.

O encontro presidencial, na capital argentina, contou com a presença dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez; da Bolívia, Evo Morales; do Chile, Sebastián Piñera; do Uruguai, José Mujica; e do Peru, Alan García; além da anfitriã, a presidente argentina, Cristina Kirchner; e do secretário-geral da Unasul, o ex-presidente argentino Nestor Kirchner. O representante do Brasil foi Patriota e do Paraguai, o vice-chanceler, Jorge Lara Castro.

*Com BBC, Reuters, AFP e EFE

    Leia tudo sobre: equadorcriserafael correa

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG