Quito, 1 nov (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, ratificou hoje que a empresa petrolífera hispano-argentina Repsol-YPF sairá do país e considerou que chegam muito tarde as tentativas de aproximação de representantes da companhia.

"A Repsol sairá do país porque nos fez perder tempo, como oito meses, além disso, por ter reduzido a produção e os investimentos, não aceitando renegociar o contrato", disse Correa em seu relatório semanal de trabalhos.

O chefe de Estado pediu que "as companhias transnacionais entendam que a República das Bananas acabou".

O presidente reiterou que "a Repsol deixará o país" e seu Governo transferirá os campos de exploração administrados pela companhia "a uma das muitas empresas que estão ansiosas para investir no país".

O ministro de Minas e Petróleos equatoriano, Derlis Palacios, já havia anunciado ontem o fim antecipado das relações entre o Estado equatoriano e Repsol YPF por problemas na negociação em curso para uma mudança nos contratos petroleiros.

Apesar disso, a companhia petrolífera hispano-argentina assinalou, também ontem, que não considera rompidas as relações com o Equador e espera poder fechar em breve um acordo pactuado nas negociações com o Estado equatoriano.

O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, expressou ontem sua certeza de que o Executivo do Equador e Repsol-YPF seguirão negociando apesar do anúncio do ministro de Minas e Petróleo. EFE sm/rr

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