O presidente equatoriano, Rafael Correa, apoiou nesta segunda-feira seu colega paraguaio, Fernando Lugo, na questão do preço da energia da usina de Itaipu que é vendida ao Brasil, e citou o problema que teve com a construtora Odebrecht.

"Acredito que o Paraguai tem todo o direito de pedir uma revisão dos contratos. Certa vez toquei neste tema com o presidente (Luiz Inácio) Lula (da Silva) e acredito que ele está muito aberto a esta revisão", assinalou Correa.

"Acredito que com o Paraguai as coisas vão caminhar melhor do que conosco", destacou o chefe de Estado, citando o caso da construtora Odebrecht, que levou o Brasil a chamar seu embaixador em Quito para consultas.

Correa estimou que a decisão de chamar o embaixador foi "uma medida exagerada por parte do governo" Lula.

Brasília reagiu assim à decisão de Quito de submeter à arbitragem internacional o empréstimo de 243 milhões de dólares tomado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a construção da hidrelétrica de San Francisco, a cargo da Odebrecht.

Segundo Quito, o dinheiro do BNDES foi entregue diretamente a Odebrecht, expulsa do país devido às diversas falhas que a usina de San Francisco apresentou apenas um ano após sua entrega.

"O Brasil se deu conta de que houve precipitação de sua parte e que nós estávamos agindo em estrito apego ao direito", destacou Correa sobre o caso.

O Paraguai exige que o Brasil quintuplique o preço pago atualmente pelo excedente da energia da hidrelétrica binacional que é comprado pelos brasileiros.

O preço da energia vendida pelo Paraguai foi acertado no acordo firmado pelos presidentes Alfredo Stroessner e Garrastazú Medici, em 1973.

hro/LR

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