Quito, 16 mai (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, acredita que houve fraude em certas cidades nas eleições de 26 de abril, nas quais foi reeleito, mas descartou o envolvimento do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) no crime.

"Acho que houve fraude em determinadas localidades, mas não do Conselho Nacional Eleitoral", disse hoje Correa, que acrescentou que existem "provas de muitas irregularidades em certas localidades, por exemplo, em Guayaquil, onde as máfias sociais-cristãs viveram da fraude".

"Descobrimos coisas horrorosas, em nível de participantes da assembleia, como 1.200 atas sem votos", exemplificou.

Ele insistiu em que a fraude não é "do Conselho Nacional Eleitoral. O CNE não pode saber quem vai estar em uma mesa e se essa pessoa é honesta ou desonesta", afirmou.

O Conselho informou que, nas eleições, o presidente, que faz parte do movimento Aliança País, obteve 51,99% dos votos, seguido pelo ex-presidente Lúcio Gutiérrez, do Sociedade Patriótica, com 28,24%.

Embora ainda não tenham sido anunciados os resultados oficiais das eleições para a Assembleia Nacional (Parlamento), Correa disse hoje que o Aliança País conquistou "pelo menos 58" cadeiras.

Ele acrescentou que, com as coalizões, o partido pode ter mais de 70 cadeiras e terá a possibilidade de aprovar leis fundamentais, já que a maioria se dá com 63 assentos. EFE sm/db

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