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Correa adverte Farc para que não ponham o pé no Equador

Quito, 17 abr (EFE) - O presidente do Equador, Rafael Correa, advertiu hoje as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para que não ponham o pé no Equador, pois uma entrada em território equatoriano será considerada uma ação de guerra. Digo às Farc: já basta, não coloquem um único pé em território equatoriano, disse Correa em uma coletiva de imprensa. Não vamos permitir que nenhuma força regular ou irregular estrangeira ultraje solo equatoriano. Se encontrarmos patrulhas, acampamentos das Farc em solo equatoriano, será considerada uma ação de guerra, ressaltou.

EFE |

Também pediu para o grupo libertar "incondicionalmente" todos os seqüestrados e repetiu que o Equador está disposto a dar continuidade às tarefas humanitárias para que recuperem a liberdade.

Após ter ressaltado que nunca conheceu qualquer pessoa das Farc, ele voltou a qualificar de "mentira" a acusação da Presidência da Colômbia de que desautorizou ações contra a guerrilha e se mostrou disposto a tornar públicas suas conversas reservadas com comandantes militares para comprovar isso.

Por outro lado, Correa disse que quando se reunir amanhã em Quito com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, pedirá que interrompa o que considera agressões do Governo da Colômbia ao Equador.

O presidente equatoriano disse que será difícil restabelecer as relações com a Colômbia, interrompidas após a violação territorial no ataque militar colombiano contra um acampamento das Farc no Equador em 1º de março.

Segundo ele, isso continuará enquanto se mantiverem as "mentiras e intrigas" e a campanha de desprestígio das quais diz ser objeto por parte do país vizinho.

"Estes senhores (em referência ao Governo da Colômbia) agridem, se comprometem a algo com a OEA, o Grupo do Rio, depois ratificam que foi legítima a ação de guerra, que não se arrependem do ataque", disse.

Correa indicou ainda a conveniência da criação de uma Organização de Estados Latino-americanos (OAL) na busca de uma política de defesa em nível regional, que inclua Cuba. EFE sm/db

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