Correa admite que falhas em segurança do Estado ameaçam sua vida

Quito, 31 jan (EFE).- O presidente do Equador, Rafael Correa, admitiu hoje problemas na segurança do Estado, os quais afetam a Presidência e põem em risco sua vida.

EFE |

"Temos graves problemas de segurança" no Estado, que também se põem em evidência na segurança presidencial, declarou Correa durante o pronunciamento que faz aos sábados no rádio e na TV.

"Há claros perigos, não nos enganemos. Se eu fosse um presidente pintado na parede, uma marionete dos grupos de poder, não haveria problema. Mas sou um presidente (de um Governo) que está mudando este país, está mudando a correlação de forças, acabando com os privilégios" de certos grupos poderosos, acrescentou.

O Governo está empenhado em mudar "os grupos que sempre nos dominaram por um poder popular das grandes maiorias. Em consequência, há riscos. Não nos enganemos, há riscos, sim. E é preciso tomar as devidas precauções", declarou Correa.

A esse respeito, o chefe de Estado se referiu às melhoras na coordenação entre as Forças Armadas e a Polícia, ao trabalho das unidades de inteligência do Estado e às estratégias para aumentar os mecanismos de defesa da população diante de possíveis desastres naturais.

Sobre sua segurança pessoal, Correa disse que a Presidência "é cuidada por um quartel militar que se chama Casa Militar", mas que não conseguiu esclarecer muitas dúvidas sobre como é a proteção do chefe do Estado.

"Não temos segurança quanto à revisão dos antecedentes das pessoas que trabalham perto da Presidência, ou se estão gravando tudo o que discutimos no gabinete do presidente, ou se nossos telefones estão grampeados. Não há esse tipo de segurança", reiterou o presidente. EFE fa/sc

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