Correa acusa funcionário americano expulso de ser diretor da CIA

QUITO - O presidente do Equador, Rafael Correa, acusou Max Sullivan, primeiro-secretário da embaixada dos Estados Unidos expulso do país, de ser o diretor da CIA (agência central de inteligência americana) na nação.

EFE |

Além disso, o líder negou que a ação contra o funcionário americano tenha como objetivo desviar investigações de um caso de tráfico de drogas.

"Expulsamos do país este senhor (Max) Sullivan, da embaixada americana, que, falemos claro, era o diretor da CIA no Equador", disse Correa.

O presidente qualificou de "barbaridade" que o ex-funcionário tenha ordenado a retirada de computadores com dados sobre segurança interna doados pelos Estados Unidos a uma unidade policial.

Os computadores foram retirados após a suspensão da ajuda econômica à delegacia, quando Quito se negou a coordenar com os Estados Unidos a designação das autoridades dessa unidade policial.

"A embaixada fica irritada porque está acostumada a impor o comandante" policial e "por isso é que foram levados os computadores e armado todo esse escândalo", indicou Correa.

Ele negou que tanto uma recente mudança de chefes policiais ou a expulsão de Sullivan e a ordem no mesmo sentido há 15 dias contra outro funcionário americano sejam uma manobra para desviar as investigações por tráfico de drogas contra uma suposta rede à qual se vincula com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

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