Corpos são incinerados na área do terremoto que deixou 1.484 mortos na China

Centenas de corpos foram incinerados neste sábado na província chinesa de Qinghai (noroeste) para evitar a propagação de epidemias, três dias depois do terremoto que deixou 1.484 mortos e mais de 300 desaparecidos.

AFP |

O último registro do tremor de terra nesta remota província da Meseta do Tibete, no noroeste da China, aumentou neste sábado, chegando a 1.484, 11.849 feridos - 1.297 deles em estado grave - e 332 desaparecidos, indicou Xia Xueping, porta-voz das operações de socorro.

Os corpos de homens, mulheres e crianças foram levados em caminhões até o local da incineração, em Jiegu, próximo ao epicentro do sismo, e alinhados por monges budistas em uma faixa de 150 metros, sobre leitos de madeira, constataram jornalistas da AFP.

AP
Corpos de vítimas de terremoto são incinerados

Corpos de vítimas de terremoto são incinerados

Outras centenas de monges entoaram cantos fúnebres no local, próximo à cadeia de montanhas, nas imediações da cidade devastada pelo forte terremoto de quarta-feira.

Depois de uma última benção budista, os corpos foram encharcados com gasolina e queimados. As grandes labaredas geraram uma espessa coluna de fumaça negra.

"A cremação libertará seus espíritos para que possam ir para o céu", disse Fale, uma mulher tibetana.

O terremoto de Qinghai -província natal do Dalai Lama, líder espiritual do budismo tibetano- atingiu uma região povoada majoritariamente por chineses da etnia tibetana, que constituem 97% dos 100.000 habitantes de Yushu .

De acordo com o jornal Notícias de Pequim, que cita funcionários locais, 740 corpos seriam incinerados este sábado.

Para as autoridades, a maior preocupação é sanitária, pois há a preocupação com a propagação de doenças com a presença de corpos em decomposição.

O registro de vítimas pode aumentar, já que a esperança de encontrar sobreviventes diminui a cada hora.

"Nas primeiras 72 horas depois de um terremoto há mais esperança de encontrar sobreviventes", declarou à Nova China Xi Mei, médico das equipes de socorro.

Após a visita ao epicentro do terremoto do primeiro-ministro chinês Wen Jiabao, na quinta e na sexta-feira, as equipes de resgate começaram a organizar a ajuda para os 100.000 afetados pelo tremor que não têm o que comer ou beber, em meio a condições climáticas difíceis, com temperaturas muito baixas.

A infraestrutura de Jiegu, principal cidade da região, ficou quase toda destruída. A rede de água potável "ficou paralisada", segundo Xia Xueping, porta-voz dos socorristas.

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