Berlim, 28 jun (EFE).- Os corpos dos três soldados que morreram terça-feira em combate no Afeganistão foram repatriados à Alemanha, em meio às críticas sobre a estratégia militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no país.

Na próxima quinta será realizada uma missa em Bad Salzungen, no leste do país, em lembrança dos três jovens, que chegaram a Leipzig de avião procedentes de Kunduz.

Os soldados morreram depois de o veículo militar no qual estavam cair em um barranco durante um ataque, a cerca de seis quilômetros do quartel da tropa alemã.

A patrulha participava de uma missão com forças afegãs quando foi atacada, e tinha pedido reforço aéreo.

Em Kunduz, o Exército alemão tem aproximadamente 700 dos 3.700 soldados que formam seu contingente como parte da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf).

Os três soldados, de entre 21 e 23 anos, elevaram para 35 o número de militares alemães mortos no Afeganistão e reabriram o debate sobre a participação do país na missão.

O chefe do grupo parlamentar social-democrata, Peter Struck, criticou o caráter "militar" da estratégia internacional no Afeganistão, ao considerar que apenas uma solução diplomática terá êxito.

Para isso, considera imprescindível o apoio do Paquistão na luta contra os talibãs e defende manter contatos com os grupos mais moderados, mas teme que o conflito - e a presença alemã no Afeganistão - dure outros dez anos.

"Devemos sair do Afeganistão, sem dúvida, mas demorará. Muitas coisas dependem dos planos do novo Governo americano", comentou Struck em entrevista à revista "Der Spiegel".

Já o ex-deputado democrata-cristão Jürgen Todenhöfer, autor de uma série de livros sobre o conflito - garante que a presença no Afeganistão não favorece a segurança da Alemanha, como alega o Governo, mas coloca a nação ainda mais em perigo.

"As imagens dos ataques americanos, civis mortos e cidades destruídas chegam a milhões de lares muçulmanos", afirmou. EFE.

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