Corpos de médicos de ONG cristã são encontrados no Afeganistão

Seis alemães e dois americanos estão entre as vítimas de islamitas talibãs; disparos aconteceram em região remota do país

EFE |

Oito médicos ocidentais – seis americanos, uma britânica e uma alemã – e outros dois afegãos foram assassinados no distrito de Karan Wa Munjan, remota região do nordeste afegão, por islamitas talibãs que afirmam ter matado "missionários" cristãos.

A Ong cristã International Assistance Mission (IAM), com sede em Cabul, confirmou que entre as vítimas estavam oito médicos que trabalhavam para a organização como voluntários.

"Mataram cinco homens, todos americanos, e três mulheres: uma americana, outra alemã e a terceira britânica", informou neste sábado o diretor executivo da Ong em Cabul, Dirk Frans.

A equipe, segundo a ONG, esteve em Nuristão, província ao sul de Badakhshan, convidada pelas comunidades locais, e estava voltando para Cabul. A IAM presta ajuda humanitária no Afeganistão desde 1966.

A médica britânica Karen Woo, de 36 anos, foi identificada como uma das vítimas.

Os corpos foram encontrados pela polícia afegã na noite de sexta-feira. O chefe policial da província de Badakhshan, Noor Agha Kentoz, explicou à agência Efe, por telefone, que as mortes aconteceram há aproximadamente duas semanas.

Junto aos corpos, as autoridades acharam três veículos perfurados por vários tiros. O chefe policial acrescentou que há uma investigação em andamento, e que, embora não saiba esclarecer o motivo do ataque, acredita que pode ter se tratado de roubo.

O Talebã disse que está por trás do ataque, dizendo que eles eram missionários cristãos e levavam bíblias em persa.  Um porta-voz do Talebã também acusou os estrangeiros de serem espiões dos Estados Unidos.

“Isso é uma mentira. Não é verdade. A IAM é uma organização cristã, sempre fomos isso”, disse à BBC o diretor executivo da ONG, Dirk Franks.

Em nota, a IAM protestou contra o que classificou como “assassinato sem sentido de pessoas que não fizeram nada além de servir aos pobres”. "Alguns dos estrangeiros trabalharam junto ao povo afegão durante décadas. Esta tragédia tem um impacto negativo em nossa capacidade para seguir servindo ao povo afegão", acrescentou.

Em Badakhshan, uma montanhosa província do nordeste afegão, episódios de violência não são habituais, e os grupos insurgentes têm pequena influência apenas na província vizinha do Nuristão.

* Com informações da AFP e da BBC

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