Mineiros estão entre as 72 vítimas de um massacre ocorrido no fim de agosto

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Os corpos de dois brasileiros mortos no massacre de 72 imigrantes no México, no fim de agosto, chegaram na madrugada desta sexta-feira ao Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte.

Os corpos dos mineiros Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, e Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, serão levados, respectivamente, para Sardoá e Santa Efigênia de Minas, no interior do Estado, onde devem chegar no início da tarde. O voo até Belo Horizonte partiu da Cidade do México, com escala no Panamá. 

Uma representante das famílias das vítimas informou que o corpo de Hermínio será velado e enterrado no Cemitério de Sardoá. O velório de Juliard vai acontecer na fazenda do pai dele, em Santa Efigênia de Minas, e o enterro também acontece em Sardoá.

O grupo de 76 imigrantes sequestrado em 21 de agosto se negou a trabalhar como assassinos de aluguel para o grupo narcotraficante Zetas, razão pela qual teriam sido mortos, de acordo com testemunho de um dos sobreviventes da chacina.

As fotografias do local do massacre, uma fazenda próxima à fronteira, mostram que as vítimas tiveram olhos vendados, bocas e mãos atados.

Os imigrantes foram colocados em fila, contra a parede de um galpão, onde foram mortos a tiros. Desde a chacina dos imigrantes latino-americanos, considerada uma das piores da história da guerra do narcotráfico no México, a violência na zona fronteiriça tem aumentado.

Dias após o assassinatos dos imigrantes, também foram assassinados o promotor que liderava a investigação sobre a chacina e o delegado que acompanhava o caso.

Em seis meses, cerca de 10 mil pessoas foram sequestradas no México, o equivalente a mais de 1,6 mil vítimas por mês, de acordo com um relatório da Comissão Nacional de Direitos Humanos do México (CNDH).

 Na semana passada, a Polícia Federal (PF) confirmou mais dois brasileiros, do Estado do Pará, mortos no massacre. Com estas duas vítimas sobe para quatro o número de brasileiros assassinados na chacina.

A PF enviou três agentes ao México para auxiliar, juntamente com o Consulado do Brasil no país, as autoridades mexicanas na identificação de possíveis vítimas brasileiras. A PF não divulgou a identidade dos mortos.

Com AE

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