que morreu soterrada entre escombros de uma igreja no terremoto em Porto Príncipe, será enterrado no Cemitério Água Verde, após vigília na sede da Pastoral da Criança na capital paranaense. Zilda Arns, fundadora e coordenadora Internacional da Pastoral da Criança, morreu no momento que concluía uma palestra para cerca de 150 pessoas numa igreja do Haiti." / que morreu soterrada entre escombros de uma igreja no terremoto em Porto Príncipe, será enterrado no Cemitério Água Verde, após vigília na sede da Pastoral da Criança na capital paranaense. Zilda Arns, fundadora e coordenadora Internacional da Pastoral da Criança, morreu no momento que concluía uma palestra para cerca de 150 pessoas numa igreja do Haiti." /

Corpo de Zilda Arns deve ser transportado nesta quinta-feira para o Brasil

O corpo da médica sanitarista Zilda Arns, http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/13/zilda+arns+morre+em+terremoto+no+haiti+9274211.htmlque morreu soterrada entre escombros de uma igreja no terremoto em Porto Príncipe, será enterrado no Cemitério Água Verde, após vigília na sede da Pastoral da Criança na capital paranaense. Zilda Arns, fundadora e coordenadora Internacional da Pastoral da Criança, morreu no momento que concluía uma palestra para cerca de 150 pessoas numa igreja do Haiti.

Agência Brasil |

O coordenador nacional adjunto da Pastoral da Criança, Nelson Arns, filho de Zilda, disse nesta quarta-feira ter sido informado de que sua mãe teve morte instantânea, assim como todos os que passavam no local na hora do desabamento. O corpo da médica está em uma unidade do Exército brasileiro na capital haitiana e, de acordo com as primeiras informações, deve ser transportado para o Brasil nesta quinta-feira.

Reuters
Zilda Arns, em foto de arquivo em 2004
Nelson Arns disse que autoridades de todo o País estão entrando em contato com a família para confirmar a presença no velório e no enterro de sua mãe. Em todas as coordenações [da Pastoral da Criança] espalhadas pelo país será celebrada uma missa, já que a maioria das pessoas que trabalhavam como voluntárias não terá condições de vir, informou.

Para ele, Zilda Arns cumpriu sua missão e morreu fazendo o que gostava. Arriscaria dizer que, se ela soubesse que, indo para o Haiti, iria morrer, mas salvar vidas, ela iria. Não tinha medo, já esteve em vários países em momentos críticos, e isso não a assustava. Ser persistente em suas metas era sua principal característica, completou.

Nelson lembrou que a mãe sempre dizia que não tinha substitutos e sim sucessores e acredita que, no Brasil e em outros países, muitos estão dispostos a prosseguir com o trabalho pelas crianças necessitadas.

Ela era conhecida como uma grande líder e grande mãe de todos. Preparou 300 mil voluntários que hoje atuam em diversos níveis da Pastoral. São os próprios moradores de favelas, pessoas pobres que conhecem a realidade local. Cada voluntário acompanha de 10 a 15 crianças para ter tempo para sua própria família, ressaltou.

Segundo o filho, Zilda Arns sempre defendeu que, além dessa preparação, tinha que haver o conhecimento técnico de como proceder para melhorar a qualidade de vida das crianças em seu ambiente familiar e em sua comunidade. Ela buscava constantemente informações na Organização Mundial de Saúde, no Ministério da Saúde e nas universidades.

A Pastoral da Criança está presente em 4 mil municípios brasileiros acompanhando 1,7 milhões de crianças e gestantes.

A religiosa Rosângela Altoé, de 56 anos, que viajou para o Haiti no último domingo, junto com Zilda Arns, sobreviveu à tragédia mas não há informações sobre seu estado de saúde. Elas retornariam ao Brasil no próximo sábado.

Zilda Arns estava no Haiti participando de uma conferência de religiosos e também para motivar os líderes e voluntários da Pastoral da Criança naquele país, onde trabalham com crianças, gestantes e famílias carentes.

A Pastoral da Criança atua em Angola, na Guiné Bissau e em diversos países da América Latina, além do Haiti.

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