Corpo de Kirchner deixa Casa Rosada para enterro fora da capital

Milhares acompanharam cortejo fúnebre em que corpo de ex-presidente argentino foi levado até aeroporto para seguir a Río Gallegos

iG São Paulo |

Escoltado por mais de 100 seguranças, o caixão com o corpo do ex-presidente argentino Néstor Kirchner (2003-2007) partiu da Casa Rosada para atravessar Buenos Aires em seu caminho para o aeroporto da cidade, de onde foi transferido a Río Gallegos para ser sepultado.

O cortejo deixou a sede do governo argentino pouco depois das 13h locais (14h no horário de Brasília).

Apesar do vento e da chuva, milhares de pessoas se reuniram nas ruas para acompanhar a passagem do caixão, que percorreu quase cinco quilômetros por emblemáticas avenidas da cidade até chegar ao Aeroparque, o aeroporto de voos domésticos da capital.

Os argentinos participaram do cortejo fúnebre nas ruas de Buenos Aires com bandeiras, cartazes e hinos do peronismo cantados ao ex-presidente e à sua mulher, a atual chefe de Estado, Cristina Fernandéz de Kirchner.

Muitos deles não conseguiram se despedir do ex-presidente na Casa Rosada, que abriu suas portas durante 26 horas para receber a população. O corpo do ex-presidente foi transportado por avião à sua cidade natal, Río Gallegos, a cerca de 2,6 mil quilômetros ao sul de Buenos Aires.

Cinco aviões participam de uma comitiva aérea até Río Gallegos, onde outra caravana acompanhará o corpo do ex-presidente até o cemitério municipal seguindo o mesmo itinerário feito por Kirchner para celebrar sua vitória nas eleições presidenciais, em 2003.

O corpo de Kirchner será sepultado em uma cerimônia íntima, na qual participarão a família e os amigos mais próximos.

Velório

Desde cedo, funcionários públicos - entre ministros, governadores de diversas províncias e também sindicalistas - participaram das últimas horas do velório do ex-chefe de governo, que foi assistido também por autoridades da região, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o uruguaio José Mujica, o paraguaio Fernando Lugo e o venezuelano Hugo Chávez.

Néstor Kirchner, morto na quarta-feira após sofrer uma parada cardiorrespiratória, estava sendo velado desde a manhã de quinta-feira na Casa Rosada (sede do Executivo).

A morte do líder do Partido Justicialista (PJ, peronismo), que desempenhava o posto de deputado e secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), é acompanhada com tristeza e deixa ainda dúvidas sobre o futuro da Argentina.

Embora já não estivesse mais no governo, analistas apontavam que era Kirchner quem comandava a Casa Rosada. O corpo do político será sepultado esta tarde no cemitério municipal de sua terra natal.

*Com EFE e Ansa

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