Corpo de brasileiro desaparecido na África é encontrado

RIO DE JANEIRO - O corpo do economista carioca Gabriel Buchmann, desaparecido na África desde 17 de julho, foi encontrado nesta quarta-feira, segundo infoma a assessoria do Ministério das Relações Exteriores. A notícia foi confirmada pelo Itamaraty, que já informou a família do economista.

Redação |

De acordo com os familiares, o Ministério das Relações Exteriores ligou para a casa de Gabriel por volta das 13h informando que o corpo do economista havia sido localizado. Os parentes disseram ainda que o governo irá ligar novamente para dar novas orientações sobre o caso.

"Nós ainda não temos muitas informações. A única certeza que temos, por enquanto, é a de que ele [Gabriel] morreu", disse ao Último Segundo o tio do brasileiro, que preferiu não se identificar.


Gabriel Buchman, em foto de arquivo / AE

O corpo de Gabriel foi achado pela equipe de buscas de terra em um parque de Malauí, no sul do continente, informou o Itamaraty.

De acordo com a pasta, as buscas contavam com voluntários contratados pela família do economista e por cerca de 20 pessoas ligadas ao Itamaraty.

O corpo será transportado por um helicóptero para uma base, onde será feita a autópsia para determinar a causa da morte. Ainda não há informações sobre a data do retorno do corpo ao País.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a embaixada do Brasil em Zimbábue vai colaborar com a família com informações sobre a logística do traslado do economista para o Brasil.

Viagem pelo mundo

Buchman, de 28 anos, desapareceu durante a escalada da montanha Mulanje, no sul do Malauí, na África. Ele havia sido visto pela última vez no dia 17 de julho, quando se preparava para a subida final ao pico Sapitwa, de 3.002 metros de altura.

Segundo relatos da família, o economista fazia uma viagem pela Ásia, Oriente Médio e África. Ele deveria voltar ao Brasil no dia 28 de julho e depois iria iniciar o doutorado em economia da pobreza na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

O pico Sapitwa é o maior da África Central. Na língua local, seu nome significa "área proibida". Em 2003, uma holandesa de 22 anos também desapareceu na montanha. Ela nunca foi encontrada.

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