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Corpo de Ali Moussavi está nas mãos do legista, diz agência Irna

Teerã, 28 dez (EFE).- O corpo de Ali Moussavi, sobrinho do líder opositor reformista Mir Hussein Moussavi, foi levado ao legista junto aos dos demais mortos ontem nos enfrentamentos entre as Forças de Segurança e a oposição, afirmou hoje a agência de notícias iraniana Irna.

EFE |

A fonte negou as informações que indicavam que o corpo tinha sido confiscado pelas forças de segurança e explicou que foi traslado para a realização da autópsia "diante das suspeitas sobre o fato".

"Alguns meios afins à corrente conspiradora informaram hoje que o cadáver de Habibi (Moussavi) tinha sido retirado por Forças de Segurança", afirmou a agência.

"O corpo dele e o dos outros quatro mortos nos distúrbios em Teerã foram guardados para completar a investigação policial, realizar a autópsia e encontrar novas pistas sobre o caso", acrescentou.

O irmão da vítima, Reza Moussavi, tinha denunciado hoje o desaparecimento do corpo.

Em declarações divulgadas pelo site "Parlemannews", afim à fração parlamentar oposta ao Governo, o irmão do falecido afirmou que "infelizmente levaram o cadáver do meu irmão... não sabemos onde está".

"Ninguém se responsabiliza pelo desaparecimento e não fornecem resposta", acrescentou Reza, quem ressaltou que não poderá realizar o funeral até que se recuperem os restos mortais.

A informação não foi confirmada por outras fontes, já que as autoridades iranianas proibiram à imprensa estrangeira de trabalhar na rua e cobrir as manifestações relacionadas com a oposição.

O Conselho Superior de Segurança Nacional do Irã confirmou hoje que oito pessoas morreram no domingo em enfrentamentos entre Forças de Segurança e membros da oposição, informou a televisão estatal.

A fonte não detalhou a identidade dos mortos nem o local onde ocorreram as mortes.

No domingo, diversos sites administradas pela oposição informaram sobre a morte de Ali Moussavi, quem aparentemente recebeu um disparo no peito durante os protestos no centro de Teerã e ingressou já morto ao hospital Ibn Sina da capital. EFE jm-msh/dm

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