Zilda Arns, morta no terremoto que abalou o Haiti, partiu de Brasília com destino ao Paraná por volta das 8h30 desta sexta-feira. A aeronave deve chegar ao Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, por volta das 10h30. De lá, o corpo será levado para o velório no Palácio das Araucárias, sede do governo do Paraná." / Zilda Arns, morta no terremoto que abalou o Haiti, partiu de Brasília com destino ao Paraná por volta das 8h30 desta sexta-feira. A aeronave deve chegar ao Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, por volta das 10h30. De lá, o corpo será levado para o velório no Palácio das Araucárias, sede do governo do Paraná." /

Corpo da médica Zilda Arns segue para o Paraná

O avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com o corpo da médica brasileira http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2010/01/13/zilda+arns+morre+em+terremoto+no+haiti+9274211.htmlZilda Arns, morta no terremoto que abalou o Haiti, partiu de Brasília com destino ao Paraná por volta das 8h30 desta sexta-feira. A aeronave deve chegar ao Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, por volta das 10h30. De lá, o corpo será levado para o velório no Palácio das Araucárias, sede do governo do Paraná.

iG São Paulo |

O corpo de Zilda Arns será conduzido até o Palácio das Araucárias em um caminhão do Corpo de Bombeiros, acompanhado por viaturas policiais e batedores. A urna que guarda o corpo da médica será envolto por uma bandeira brasileira. O trajeto do caminhão dos bombeiros seguirá pela avenida das Torres e passará por algumas ruas do centro de Curitiba até chegar ao Palácio, no bairro Centro Cívico.

O velório deve começar assim que o corpo chegar ao Palácio e se estenderá por toda a madrugada. A expectativa é de que uma série de autoridades compareça ao velório. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), já confirmaram a presença. Já há fila de pessoas, que chegaram de ônibus, em frente ao Palácio.

No sábado, às 14h, será celebrada uma Missa de Corpo Presente e, em seguida, ocorrerá o sepultamento no Cemitério da Água Verde, restrito aos familiares.

O avião com o corpo da médica chegou ao Brasil, vindo do Haiti, por volta das 3h30 da madrugada desta sexta-feira. No mesmo avião retornaram ao Brasil o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o sobrinho da médica, senador Flávio Arns, entre outras autoridades brasileiras. A religiosa Rosangela Altoé, que estava com a coordenadora internacional da Pastoral da Criança durante a missão no país do Caribe, acompanhou o traslado.

Coroas por doações

A orientação da pastoral é de que não sejam enviadas coroas de flores para o velório. Atendendo a um pedido da própria Zilda, essa homenagem deve ser trocada por doações para a continuidade dos trabalhos da Pastoral da Criança. Para fazer a doação basta seguir as instruções no site da pastoral .

Reuters
Zilda Arns, em foto de arquivo em 2004
O coordenador nacional adjunto da Pastoral da Criança, Nelson Arns, filho de Zilda, disse que várias autoridades do Brasil e de outros países estão entrando em contato para confirmar presença no enterro, que será realizado no Cemitério Água Verde, em Curitiba.

Todas as informações sobre a cerimônia e dados detalhados da pastoral, viagens, biografia, mensagens de condolências estão sendo postados no site da pastoral. De acordo com a assessoria, nesta quarta-feira houve congestionamento na página na internet, o que acarretou problemas técnicos que só foram resolvidos hoje de manhã. Nesse período, quem tentou acessar foi direcionado para uma página disponibilizada pela pastoral apenas com informações a respeito da morte de Zilda Arns.

A Pastoral da Criança divulgou, em nota, as circunstâncias em que ocorreu a morte de Zilda Arns. Segundo relatou o senador Flávio Arns, sobrinho da médica, que viajou ao Haiti para cuidar do transporte do corpo para o Brasil, ela estava em uma igreja, onde havia acabado de proferir palestra para cerca de 150 pessoas e conversava com um sacerdote, que queria mais informações sobre o trabalho da Pastoral da Criança.

De repente, começou o tremor. O padre que estava conversando com ela, deu um passo para o lado e a dra. Zilda recuou um passo e foi atingida diretamente na cabeça, quando o teto desabou. Ela morreu na hora, diz a nota.

Em sua agenda, além do Haiti, já estavam previstas viagens para o Uruguai e Colômbia no mês de fevereiro, México e  Paraguai em março, no mês de maio ela viajaria em missão na Argentina, em junho para a Republica Dominicana e em outubro para Angola e Guiné-Bissau.

A missão da sanitarista no Haiti iria até esta sexta-feira. Ela estava acompanhada de uma assessora, a irmã Rosângela Maria Altoé, que já entrou em contato com a família, mas não deu muitos detalhes sobre seu estado de saúde, informando apenas que estava bem.

*Com informações da Agência Brasil e Agência Estado

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