Coreias renegociam parque industrial; EUA monitoram navio

Por Jack Kim SEUL (Reuters) - Os enviados das Coreias do Norte e do Sul fracassaram nesta sexta-feira na busca de uma solução para as exigências do governo norte-coreano de aumentos de salário e de valor de locação para um parque industrial conjunto no Estado comunista, uma de suas poucas fontes de dinheiro vivo.

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As conversações aconteceram um dia depois de autoridades norte-americanas dizerem que a Marinha dos Estados Unidos está monitorando um navio norte-coreano, como parte das sanções da ONU que impedem a Coreia do Norte de negociar armas, incluindo partes de mísseis e material nuclear.

A empobrecida Coreia do Norte pode estar planejando lançar um míssil de longo alcance em direção ao Havaí nas próximas semanas, segundo a imprensa, fato que pode aumentar mais ainda a tensão que se elevou na região depois que em 25 de maio o país realizou um teste nuclear que o deixou próximo de ter uma bomba atômica.

O lançamento do míssil seria um desafio às resoluções da ONU, mas faria parte dos esforços para consolidar o poder do líder Kim Jong-il, que prepara sua sucessão no comando do país, a única dinastia comunista na Ásia, disseram autoridades sul-coreanas.

Rodadas anteriores de negociações entre autoridades norte e sul-coreanas esbarraram em dificuldades por causa de dinheiro e na recusa da Coreia do Norte de atender às exigências do Sul de libertação de um trabalhador sul-coreano mantido preso no parque por supostamente ter insultado o sistema comunista do país.

A Coreia do Norte reiterou sua exigência de aumento de salários e preços de locação, mas propôs aliviar algumas restrições de tráfego que retardam a movimentação de trabalhadores e materiais, disse Chun Hae-sung, um porta-voz do Ministério da Unificação Coreana.

Haverá nova reunião em 2 de julho.

A Coreia do Norte quer salários de 300 dólares por mês para cada um dos cerca de 40.000 norte-coreanos empregados no parque de Kaesong. Atualmente o valor é de cerca de 70 dólares. O país também quer pagamento de locação de 500 milhões de dólares por um período de 50 anos, uma quantia quase 30 vezes maior do que a paga no momento.

Ao mesmo tempo, o monitoramento pelos EUA de uma embarcação norte-coreana que deixou um porto da Coreia do Norte na quarta-feira é o primeiro depois que a ONU adotou na semana passada novas sanções contra o país, após ter realizado um teste nuclear e advertido que poderá lançar um outro míssil balístico intercontinental.

Autoridades dos EUA e a Guarda-Costeira sul-coreana não fizeram comentários sobre o que a embarcação pode estar levando.

(Reportagem adicional de David Morgan em Washington e Christine Kim em Seul)

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