Coreias devem cimentar "confiança mútua", diz Lee Myung-bak

Presidente sul-coreano defendeu o diálogo entre os dois países e uma "era de paz e cooperação"

EFE |

O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, disse nesta segunda-feira que as duas Coreias deveriam "cimentar a confiança mútua" a fim de "abrir uma era de paz e cooperação" entre ambos os países. "Nos últimos 60 anos, o Sul e o Norte viveram em conflito. Agora é o momento de superá-lo e abrir uma era de paz e cooperação", disse Lee em seu discurso para comemorar o 66º aniversário do fim da dominação colonial japonesa sobre a península coreana.

Reuters
Lee Myung-bak durante a cerimônia dos 66 anos do fim da ocupação japonesa sobre a península coreana
"Com este fim, corresponde às duas partes cimentar a confiança mútua mediante ações responsáveis e uma atitude sincera. Nada se pode conseguir através de provocações", acrescentou Lee, em referência ao governo stalinista da Coreia do Norte.

Seul e Pyongyang estão tecnicamente em guerra, já que o conflito entre 1950 e 1953 terminou com um armistício e não um tratado de paz, e a tensão na região aumentou muito no último ano.

Na semana passada, ambos os países trocaram fogo de artilharia , sem que acontecesse danos, em torno da ilha de Yeopyeong, no Mar Amarelo, que foi atacada com mísseis norte-coreanos em novembro de 2010, o que custou a vida de dois soldados e dois civis sul-coreanos.

Além disso, Seul acusa Pyongyang do afundamento da corveta sul-coreana Cheonan, que aconteceu em março de 2010 no qual morreram 46 soldados.

Em seu discurso, Lee ressaltou que para que as duas partes alcancem a paz devem tentar "conseguir uma prosperidade comum mediante a cooperação bilateral".

O presidente sul-coreano também se referiu ao Japão, país que dominou toda a península coreana entre 1910 e 1945, ao assegurar que o país vizinho tem a responsabilidade de "ensinar de maneira correta a história a suas futuras gerações". As declarações de Lee foram feitas no meio de uma crescente tensão entre os dois governos, depois que Tóquio voltou a reivindicar seu direito territorial sobre a ilha de Dokdo, sob controle sul-coreano.

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