Seul, 16 set (EFE).- As autoridades de Seul e Pyongyang acertaram hoje um aumento de 5% dos salários dos norte-coreanos que trabalham no complexo conjunto de Kaesong, muito abaixo da demanda da Coreia do Norte.

O Ministério da Unificação sul-coreano confirmou o acordo, que significa mais um passo para normalizar as operações no complexo industrial fronteiriço de Kaesong (Coreia do Norte), informou a agência sul-coreana "Yonhap".

Na semana passada, a Coreia do Norte retirou a reivindicação inicial para que as empresas da Coreia do Sul aumentassem os salários dos cerca de 40 mil trabalhadores norte-coreanos do parque industrial para até US$ 300 mensais.

A média salarial dos trabalhadores norte-coreanos do complexo fica entre US$ 70 e US$ 80, enquanto o salário mínimo aumentará de US$ 55 para US$ 58 mensais.

O acordo ocorre após quatro rodadas de negociações entre Seul e Pyongyang que se estenderam de abril a julho, mas não alcançaram os resultados esperados pelo agravamento das relações intercoreanas.

O complexo industrial de Kaesong iniciou suas operações no final de 2004, depois do histórico primeiro encontro entre o presidente sul-coreano, Kim Dae-jung, e o líder norte-coreano, Kim Jong-il, no ano 2000.

No parque industrial de Kaesong, 114 empresas sul-coreanas da indústria têxtil, eletrônica e de utensílios empregam mão-de-obra norte-coreana em linhas de montagem, transformando a região em uma importante entrada de divisas estrangeiras à Coreia do Norte.

A atual parceria se une à decisão norte-coreana, tomada no mês passado, de pôr fim às limitações de transito fronteiriço entre as duas Coreias, que se iniciaram no final de 2008 como crítica ao recém eleito Governo sul-coreano de conservador Lee Myung-bak. EFE ce-jmr/dm

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