Seul, 13 ago (EFE).- A Coreia do Sul não mudará sua política em direção a Pyongyang, mesmo após a libertação, hoje, do engenheiro sul-coreano da Hyundai Asan que passou 140 dias detido pelo regime comunista, segundo informou o escritório presidencial sul-coreano, citado pela agência Yonhap.

O trabalhador foi libertado hoje, mas, para o porta-voz do escritório presidencial do Governo sul-coreano, Lee Dong-kwan, o gesto da Coreia do Norte "aconteceu tarde demais".

"O Governo continuará mantendo sua política de firmeza em direção à Coreia do Norte", afirmou Lee em entrevista coletiva, depois de ser divulgado que Yun Seong-jin, engenheiro da Hyundai Asan no complexo intercoreano de Kaesong, Coreia do Norte, tinha sido libertado.

Yu foi detido em 30 de março por criticar o regime norte-coreano e incitar uma funcionária norte-coreana a desertar, em meio a uma crise entre as duas Coreias que levou Pyongyang a ordenar o fechamento da fronteira e os acessos ao complexo industrial de Kaesong em repetidas ocasiões.

A libertação de Yu aconteceu depois que a presidente do grupo Hyundai viajou para Pyongyang na segunda-feira para negociar o fim da detenção do funcionário.

Após Yu ter sido solto, a patronal que representa os empresários com interesses em Kaesong se mostrou esperançosa em que a resolução do incidente sirva para melhorar as relações intercoreanas e o andamento do parque industrial. EFE co/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.