Coreia do Sul exige que Norte retire ameaça a aviões comerciais

Por Jack Kim SEUL (Reuters) - A Coreia do Sul disse na sexta-feira que a Coreia do Norte deve retirar imediatamente a ameaça que fez contra aviões comerciais sul-coreanos, que por causa disso deixaram de voar nos arredores do espaço aéreo do vizinho comunista.

Reuters |

A Singapore Airlines, maior companhia aérea do mundo em valor de mercado, disse na sexta-feira que, a exemplo das empresas sul- coreanas, também evitará o espaço aéreo norte-coreano. Outras companhias regionais disseram que não alterarão suas rotas.

A Coreia do Norte, que prepara um teste do seu míssil de mais longo alcance, o Taepodong 2, disse na quinta-feira que não poderia garantir a segurança dos voos comerciais do Sul na costa leste da península, onde fica a base norte-coreana de mísseis.

Pyongyang vinculou o alerta a um exercício militar conjunto envolvendo EUA e Coreia do Sul, que começa na segunda-feira. Essa atividade ocorre há anos sem grandes incidentes, embora o Norte regularmente a aponte como prelúdio de uma invasão ou guerra nuclear.

"Ameaçar as operações normais da aviação civil (...) não só vai contra as regras internacionais como é um ato contra a humanidade", disse o porta-voz do ministério sul-coreano da Unificação, Kim Ho-nyeon.

"O governo pede ao Norte que retire imediatamente a ameaça militar contra os aviões civis", disse Kim.

De acordo com ele, as empresas locais Korean Air e Asiana Airlines foram imediatamente notificadas da ameaça depois do anúncio de Pyongyang. As empresas reagiram desviando os voos que se aproximam do país vindo do leste, segundo Kim.

Ainda segundo o porta-voz, em média 33 voos chegam à Coreia do Sul pelo leste, sendo cerca de 15 deles de empresas sul-coreanas.

A Singapore Airlines disse estar evitando o espaço aéreo norte-coreano e usando rotas alternativas, mas acrescentou em email à Reuters que a decisão não afeta significativamente os tempos de voo.

Japan Airlines, All Nippon Airways e Air China disseram não ter intenção de alterar as rotas.

A área poderia estar no trajeto do míssil, que segundo satélites espiões ainda está na linha de montagem. A Coreia do Norte levaria pelo menos uma semana para preparar o míssil para o voo depois de colocá-lo na vertical e levá-lo para a plataforma de lançamento, segundo especialistas.

A Coreia do Norte diz que está preparando o lançamento de um satélite como parte de um programa espacial pacífico. Autoridades sul- coreanas dizem não ver diferença entre lançar um satélite e um míssil, já que ambos usam a mesma tecnologia e o mesmo foguete.

Acredita-se que o míssil Taepodong 2, nunca testado com sucesso pelo Norte, possa alcançar o Alasca (EUA).

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