Coreia do Sul executa manobras militares no Mar Amarelo

Regime norte-coreano afirmou que iria responder com fogo os exercícios dos vizinhos sul-coreanos

iG São Paulo |

A Coreia do Sul executou nesta segunda-feira manobras militares, com munição real, na ilha de Yeonpyeong, bombardeada em novembro pela Coreia do Norte, apesar das ameaças dos vizinhos norte-coreanos. Os exercícios aconteceram horas depois de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre o conflito ter acabado sem qualquer acordo.

As manobras tiveram duração de uma hora, segundo a agência sul-coreana Yonhap. O Ministério da Defesa de Seul não comentou as informações e deve divulgar um comunicado ainda nesta segunda-feira. A neblina atrasou o início dos exercícios, que, segundo as previsões oficiais, deveriam durar menos de duas horas. Em precaução contra uma possível retaliação, jatos sul-coreanos sobrevoaram a região.

Os civis da ilha sul-coreana de Yeonpyeong e de outras quatro ilhas vizinhas receberam a ordem de seguir para refúgios com proteção antiaérea durante a manhã. Uma ordem similar foi comunicada a todas as ilhas do Mar Amarelo na fronteira com a Coreia do Norte. Pyongyang prometeu um "desastre" se a Coreia do Sul não renunciasse às manobras militares na ilha bombardeada.

O canal americano CNN informou que a Coreia do Norte aceitou o retorno a seu território de inspetores da ONU para examinar seu programa nuclear, com o objetivo de reduzir a tensão na Península Coreana. Os norte-coreanos aceitaram permitir o retorno à central nuclear de Yongbyon dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica.

Conselho de Segurança da ONU

O Conselho de Segurança (CS) da ONU se mostrou neste domingo incapaz de chegar a um acordo para solucionar a crise da Península Coreana, após a decisão de Seul de realizar manobras militares.

"O CS não chegou a um compromisso para um acordo", afirmou o embaixador da Rússia na ONU, Vitaly Churkin, assinalando que "a situação continua tensa e perigosa". "É importante levar em conta que essa situação tem uma única origem: o comportamento provocador da Coreia do Norte", afirmou, por sua vez, a embaixadora dos Estados Unidos e presidente de turno do CS, Susan Rice.

As frequentes tensões entre Seul e Pyongyang aumentaram desde que no dia 23 de novembro o Exército norte-coreano disparou artilharia contra a ilha sul-coreana de Yeonpyeong.

* Com AP, AFP e EFE

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