Coreia do Sul e Japão reafirmam vontade de impulsionar diálogo nuclear

Seul - O presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, e o primeiro-ministro japonês, Taro Aso, reafirmaram nesta segunda-feira sua vontade de impulsionar a desnuclearização norte-coreana, mediante o diálogo de seis lados no qual ambos participam.

EFE |

Em entrevista coletiva realizada ao término de sua primeira cúpula bilateral em Seul, ambos os líderes concordaram em cooperar "com paciência" para conseguir o desarmamento nuclear do regime norte-coreano.

Os dois líderes também disseram que vão trabalhar juntos para enfrentar a crise econômica mundial e concordaram em manifestar seu receio com um aumento do protecionismo como conseqüência das dificuldades financeiras.

Além disso, também concordaram ampliar as trocas comerciais e de informação entre as pequenas e médias empresas de ambos os países, assim como entre as gerações de jovens japoneses e sul-coreanos, como um meio de fortalecimento e avanço de suas relações bilaterais.

Na esfera internacional os dois líderes acertaram trabalhar juntos para ajudar na reconstrução do Afeganistão e participar ativamente nos assuntos internacionais.

Segundo um comunicado emitido pela Casa Presidencial sul-coreana, os dois países acordaram, além disso, realizar um encontro de trabalho para estudar como retomar as conservações sobre um tratado de Livre-Comércio (TLC) entre os dois países.

As negociações para um acordo econômico e comercial entre Japão e Coréia do Sul foram suspensas em 2004 devido à oposição da parte sul-coreana, que estava preocupada com a possibilidade de que o trato representasse um déficit comercial para eles.

O presidente sul-coreano confirmou que realizará este ano uma visita ao Japão.

Durante a cúpula os dois governantes evitaram tratar o conflito territorial entre ambos os países pela soberania sobre as ilhas conhecidas como Dokdo na Coréia do Sul e como Takeshima no Japão.

Aso, que chegou ontem a Seul em sua primeira viagem à Coréia do Sul desde que assumiu o mandato como primeiro-ministro em setembro do ano passado, voltará hoje a Tóquio.

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