Coreia do Sul e EUA não acham radioatividade após teste norte-coreano

SEUL - A Coreia do Sul e os Estados Unidos ainda não detectaram resíduos radioativos nas amostras aéreas recolhidas desde que a Coreia do Norte realizou o segundo teste nuclear do país, em 25 de maio, informou hoje a imprensa sul-coreana.

EFE |

Segundo fontes oficiais sul-coreanas, as recentes amostras aéreas coletadas na zona próxima a Punggye-ri, onde o regime comunista fez no mês passado seu segundo teste nuclear, não continham traços radioativos que confirmem o teste nuclear.

As fontes consideram que, apesar da inexistência de resíduos, os norte-coreanos conseguiram isolar melhor a zona subterrânea na qual ocorreu o segundo teste, que superou em potência o primeiro, que foi realizado em outubro de 2006.

As autoridades sul-coreanas suspeitam de que o local subterrâneo no qual aconteceu o teste não tenha sido afetado, o que implicaria que não houve vazamento durante as provas.

Após um teste nuclear, é comum a detecção de materiais radioativos como krypton-85 e xenon-135, nas amostras aéreas, segundo os especialistas.

Nesta segunda-feira, a CIA (agência central de inteligência dos Estados Unidos) disse que, segundo suas investigações, a Coreia do Norte "possivelmente" realizou uma explosão nuclear subterrânea em 25 de maio.

A CIA acredita que o segundo teste norte-coreano causou uma explosão de intensidade muito menor que a estabelecida inicialmente por Rússia e Coreia do Sul, que falavam de 20 quilotons, e calculou que a explosão também foi muito inferior em potência à bomba atômica de Hiroshima, que foi de entre 14 e 15 quilotons.

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