Coreia do Sul diz que Pyongyang pode testar novos mísseis

O governo da Coreia do Norte estaria se preparando para lançar mísseis de pequeno alcance em sua costa oeste nos próximos dias, informou, nesta terça-feira, a agência sul-coreana Yonhap, citando uma autoridade da Coreia do Sul. De acordo com a agência, o governo de Pyongyang teria proibido a circulação de navios em sua costa ocidental, em um aparente preparativo para o lançamento de mísseis do tipo KN-01, que têm alcance de cerca de 160 km.

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    "A proibição na navegação tem efeito entre os dias 25 e 27. Parece provável que a Coreia do Norte irá lançar mísseis de curto alcance entre hoje (terça-feira) ou amanhã", afirmou a fonte à agência Yonhap.

    A costa ocidental é um dos pontos de conflitos entre as Coreias do Norte e do Sul. Os dois países permanecem tecnicamente em guerra desde que uma trégua colocou fim aos enfrentamentos da Guerra da Coreia, em 1953.

    De acordo com o governo sul-coreano, Pyongyang teria lançado três mísseis de pequeno alcance após o teste nuclear subterrâneo desta segunda-feira.

    Pronta para batalha

    A Coreia do Norte assegurou que seu Exército e seu povo estão preparados para uma batalha contra qualquer tentativa de "ataque preventivo" dos Estados Unidos, informou hoje a agência estatal norte-coreana "KCNA".

    "Nosso Exército e povo estão em plena preparação para um combate contra qualquer tentativa americana de um ataque preventivo", informou hoje o diário do Partido dos Trabalhadores norte-coreano, "Rodong Sinmun", citado pela "KCNA".

    O diário norte-coreano acrescentou que os EUA realizam atividades militares de relevância contra o país comunista, em referência, entre outras, às manobras conjuntas de março com a Coreia do Sul na península coreana.

    Além disso, o regime norte-coreano acusou o atual Executivo americano de seguir "os mesmos passos" de presidente George W. Bush, de "uma política militar arrasadora" contra seu país.

    Compromisso

    Com o aumento da tensão na região após o anúncio do teste norte-coreano, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou por telefone, nesta segunda-feira, com o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, e o primeiro-ministro japonês, Taro Aso.

    Segundo a Casa Branca, os líderes teriam "concordado em trabalhar juntos para buscar uma resolução forte por parte do Conselho de Segurança da ONU com medidas concretas para interromper as atividades balísticas e nucleares da Coreia do Norte".

    Obama também reafirmou ao premiê do Japão "o compromisso inequívoco" dos EUA "com a defesa do Japão e a manutenção da paz e da segurança no nordeste da Ásia".

    De acordo com a agência Yonhap, os ministros da Defesa da Coreia do Sul e da China devem se encontrar para discutir uma ação conjunta na crise.

    "Declaração de guerra"

    Nesta terça-feira, o governo da Coreia do Sul anunciou que passará a fazer parte do Proliferation Security Initiative (PSI), um programa patrocinado pelos Estados Unidos para tentar evitar o tráfico de armas de destruição em massa.

    Por diversas vezes, o governo de Pyongyang afirmou que a participação da Coreia do Sul na iniciativa seria considerada "uma declaração de guerra".

    Lançado em 2003, o PSI não tem nenhum país como alvo declarado.

    A Coreia do Norte, no entanto, suspeita de exportar armas ilícitas, é vista como um dos principais alvos do programa.

    Resolução

    Na noite desta segunda-feira, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou, de modo unânime, o teste nuclear feito pelo governo da Coreia do Norte.

    Após uma reunião de emergência, os membros do Conselho afirmaram que o teste é "uma clara violação" das resoluções de 2006 do CS, que proíbem a Coreia do Norte de desenvolver atividades nucleares.

    O representante da Rússia, Vitaly Churkin, que ocupa a Presidência rotativa do órgão, afirmou que os membros do Conselho concordaram em começar a trabalhar imediatamente em uma nova resolução sobre a Coreia do Norte.

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