Coréia do Sul critica falta de acordo sobre programa nuclear norte-coreano

Seul, 10 out (EFE) - A Coréia do Sul sugeriu hoje a possibilidade de que a Coréia do Norte não seja obrigada a permitir a verificação das instalações nucleares que ficaram de fora do inventário feito pelo regime comunista, informou hoje a agência local de notícias Yonhap.

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O Ministro de Assuntos Exteriores sul-coreano, Yu Myung-hwan, se referiu a um possível acordo entre Pyongyang e Washington no qual os Estados Unidos renunciariam à sua intenção inicial de que a Coréia do Norte permita a verificação de todas as instalações nucleares, incluídas ou não na declaração do regime comunista.

"Os EUA ainda estão em processo de coordenação interna, e já estamos conversando com China, Japão e outros países (do diálogo de seis lados)", disse Yu durante uma entrevista coletiva.

Em meio à estagnação do processo de desnuclearização norte-coreana, vários veículos de comunicação americanos informaram hoje que os EUA retirarão de forma iminente o país comunista da lista dos países patrocinadores do terrorismo.

Neste sentido, o Japão expressou hoje sua vontade de aceitar a retirada da Coréia do Norte da lista de países que patrocinam o terrorismo se ocorrerem avanços "satisfatórios" no processo de desnuclearização do regime comunista.

"No entanto, ainda não foi tomada qualquer decisão definitiva com relação ao protocolo de verificação", acrescentou o ministro.

O ministro manifestou ainda seu desejo de que seja realizada de forma, separada por um lado, a verificação do inventário nuclear entregue em junho pela Coréia do Norte, e por outro, a parte não declarada que inclui o enriquecimento urânio e a cooperação nuclear com a Síria.

O chefe da diplomacia sul-coreana afirmou que Seul e Washington defendem a posição de que a verificação deverá ser realizada de forma "científica e confiável".

Yu pediu a Pyongyang para adotar uma postura prudente, após criticar o fato de o regime comunista ter negado o acesso dos inspetores da AIEA à usina nuclear de Yongbyon.

"Acho que isto não ajuda em absoluto nesta situação e peço à Coréia do Norte para tomar uma postura responsável e prudente", afirmou o chanceler sul-coreano. EFE ce/db

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