Coreia do Sul aumenta controle militar sobre ilha atacada

Chanceler chinês diz que Pequim e EUA têm de agir rapidamente para evitar escalada na Península Coreana

EFE |

Seul declarou nesta segunda-feira "zona de controle" militar a ilha de Yeonpyeong, atingida pelo ataque norte-coreano de 23 de novembro, com o objetivo de reforçar ainda mais a defesa na tensa fronteira do Mar Amarelo (Mar Ocidental), onde efetua manobras conjuntas com os Estados Unidos.

A chamada Lei de Defesa Unida, aprovada nesta segunda-feira, concede ao Exército sul-coreano o poder de proibir a entrada de civis nessa ilha e de ordenar seu despejo quando necessário, informou a agência local "Yonhap".

AP
Membros da Federação pela Liberdade da Coreia participam de manifestação contra ataque norte-coreano em Seul
A aprovação da lei é a última medida para reforçar a segurança após a crise com a Coreia do Norte, a que Seul respondeu com manobras navais juntamente com seu aliado americano nas águas do Mar Amarelo.

O ataque a Yeonpyeong foi um dos fatos mais graves na instável fronteira do Mar Amarelo desde o fim da Guerra da Coreia (1950-1953), que terminou com um armistício em vez de um tratado de paz.

China recorre a EUA

China e EUA devem ajudar a diminuir a tensão na Península Coreana e facilitar o diálogo, disse nesta segunda-feira o responsável de Assuntos Exteriores chinês, Dai Bingguo, durante uma conversa por telefone com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

Segundo a agência oficial de notícias "Xinhua", Dai expressou a "profunda preocupação" da China com o que está acontecendo na região onde até o dia 1º de dezembro se desenvolvem manobras conjuntas navais entre Coreia do Sul e EUA.

"Para Pequim a prioridade mais imediata é acalmar a tensão atual e rejeitar qualquer ação que possa originar uma escalada", disse Dai.

O alto cargo comunista chinês assegurou que "Washington e Pequim deveriam desempenhar ativamente um papel construtivo e desenvolver esforços para combater a situação o mais rapidamente possível a fim de salvaguardar a paz e estabilidade na Península Coreana".

O membro do Executivo chinês destacou que as seis partes envolvidas desde agosto de 2003 no diálogo multilateral (formato que pediu Washington perante a falta de progresso bilateral com Pyongyang após a crise de 2002) e agora bloqueado, deveriam se esforçar e buscar soluções.

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