Coreia do Sul acredita que Kim Jong-il pode visitar a China nesta semana

Seul, 31 mar (EFE).- A Casa Presidencial da Coreia do Sul informou que acredita que o líder comunista norte-coreano, Kim Jong-il, pode realizar ainda nesta semana uma visita à China, segundo a agência sul-coreana Yonhap.

EFE |

Segundo a Coreia do Sul, a visita pode acontecer nesta quinta (dia 1º de abril) ou no dia seguinte. O Governo sul-coreano reconhece que está "em estreita vigilância" diante da possibilidade.

Se confirmada, a visita será a quinta de Kim à China desde que assumiu o poder, em 1994. Segundo as mesmas fontes, uma equipe norte-coreana partiu recentemente rumo à China, e há uma atividade incomum perto da cidade chinesa de Dandong, na fronteira com a Coreia do Norte.

Desde janeiro é especulada uma possível visita de Kim Jong-il à China. As visitas do líder são sempre uma incógnita devido a motivos de segurança, e nunca há anúncios antecipados.

O líder norte-coreano quase não viaja ao exterior. A última vez que deixou a Coreia do Norte foi em 2006, quando também visitou a China. Todas as viagens que realizou a outros países foram feitas de trem, e por isso é especulada uma possível aversão a aviões.

Kim Jong-il realizou sua primeira viagem como chefe de Estado em maio de 2000 à China, onde voltou em 2001, abril de 2004 e janeiro de 2006.

Além disso, Kim Jong-il viajou em julho de 2001 a Moscou e em agosto de 2002 visitou a localidade russa de Vladivostok.

Analistas sul-coreanos acreditam que, durante sua próxima viagem à China, Kim poderia anunciar o retorno de seu país à mesa de diálogo para o desarmamento nuclear norte-coreano em troca de assistência econômica por parte do Governo de Pequim.

A Coreia do Norte atravessa atualmente uma grave crise econômica, agravada com as sanções internacionais impostas pela ONU após o lançamento de um foguete de longo alcance e seu segundo teste nuclear, no ano passado.

A reunião de seis lados, que conta com EUA, China, Japão, Rússia e as duas Coreias, está paralisada desde dezembro de 2008. Para voltar a essas negociações, Pyongyang reivindicava o fim das sanções internacionais, assim como as discussões para substituir o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia (1950-1953) por um tratado de paz. EFE ce/fm

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