Coreia do Norte volta a processar combustível nuclear

O governo da Coréia do Norte anunciou neste sábado que voltou a processar barras de combustível nuclear na usina de Yongbyon, ao norte de Pyongyang. Segundo um representante do ministério do Exterior, a reativação do reator contribuirá para impulsionar a dissuasão nuclear em defesa própria a fim de enfrentar as crescentes ameaças militares das forças hostis.

BBC Brasil |

A retomada do processo pode indicar uma ação na extração de plutônio para produção de armas nucleares e ocorre depois do lançamento de um foguete de longo alcance em abril.

Na sexta-feira, um comitê do Conselho de Segurança da ONU decidiu impor sanções contra três empresas em resposta ao lançamento.

Pyongyang afirmou que ignoraria as sanções e classificou a ação da ONU como uma violação dos tratados internacionais.

Diplomatas americanos afirmaram que as sanções são uma "resposta séria" ao lançamento.

Boicote
O correspondente da BBC em Seul, John Dudworth, disse que a decisão do governo norte-coreano confirma que o país pretende boicotar as negociações internacionais sobre o desarmamento.

A Coréia do Norte abandonou as negociações internacionais sobre o programa nuclear do país no dia 14 de abril, um dia depois do lançamento controverso do foguete, quando anunciou que iria retomar as atividades do reator de Yongbyon,.

A ONU condenou o lançamento do foguete de longo alcance, alegando que seria um teste do programa norte-coreano de mísseis de longo alcance, proibidos por uma resolução aprovada em 2006.

Pyongyang respondeu à condenação afirmando que abandonaria as discussões internacionais sobre seu programa nuclear e anunciou a reativação de Yongbyon.

Além disso, o governo ordenou a expulsão dos inspetores das Nações Unidas que fiscalizavam o processo de desmantelamento nuclear.

Na sexta-feira, durante uma visita do ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, a Pyongyang, a Coréia do Norte confirmou que não retomaria as negociações sobre o desarmamento nuclear.

Lavrov pretendia convencer o governo a voltar à mesa de discussões e afirmou, durante uma coletiva de imprensa em Seul, que as sanções impostas pela ONU contra empresas norte-coreanas não eram "construtivas".

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