Coreia do Norte vai pagar se prosseguir com testes nucleares, diz embaixadora dos EUA na ONU

A Coreia do Norte vai pagar se prosseguir com os testes nucleares em provocação à comunidade internacional, declarou Susan Rice, embaixadora dos Estados Unidos na ONU.

Redação com agências internacionais |

"Se a Coreia do Norte quer continuar realizando testes e provocando a comunidade internacional, deverá pagar um preço, já que a comunidade internacional é clara: isto não é aceitável", disse Rice ao canal CNN.

"Defesa da segurança"

A Coreia do Norte advertiu nesta terça-feira que, enquanto continuarem as pressões internacionais, continuará "defendendo sua segurança", em resposta às condenações internacionais a seu teste nuclear de 25 de maio.

A delegação norte-coreana na Conferência sobre Desarmamento, reunida em Genebra, respondeu assim às fortes críticas expressadas na sessão desta terça-feira especialmente por Coreia do Sul e Japão, que consideraram inaceitável o teste nuclear realizado pelo regime de Pyongyang.

O representante de Pyongyang afirmou que, "enquanto as pressões e as sanções arbitrárias forem impostas, continuaremos adotando as medidas necessárias para defender nossa segurança e a paz na península coreana".

Nesta terça-feira, A Coreia do Norte realizou testes com dois mísseis, poucas horas depois que o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou, por unanimidade, seu teste nuclear . O lançamento ocorre em um momento em que diplomatas das Nações Unidas começam a formular uma resolução para punir a Coreia do Norte pelo teste nuclear subterrâneo na segunda-feira.

Conferência sobre desarmamento

"Este teste é uma grave ameaça para a paz e a segurança na península coreana e no nordeste da Ásia, e inclusive representa um grave desafio para o regime internacional de não-proliferação", disse o representante sul-coreano, Im Han Taek.

"Trata-se de um ato de provocação inaceitável e de uma negação das obrigações estipuladas na declaração conjunta sobre desnuclearização da península coreana e nos acordos surgidos das conversas a seis lados", acrescentou.

O Japão considerou o teste nuclear norte-coreano como "uma grave ameaça para a segurança" desse país, para todo o nordeste da Ásia e o mundo, e expressou sua "condenação mais enérgica" ao mesmo.

Outros países participantes da Conferência sobre Desarmamento se juntaram à condenação.

Isso levou o representante de Pyongyang a advertir que, "dado que o Conselho de Segurança viola nosso desenvolvimento soberano, questionando o lançamento de um satélite com fins pacíficos e adotando sanções contra a Coreia do Norte e seu povo, não podemos fazer outra coisa do que adotar medidas suplementares de legítima defesa".

Acrescentou que estas medidas "incluem realizar testes nucleares e disparos de mísseis , para salvaguardar nossa segurança nacional".

O representante de Pyongyang afirmou que, "enquanto as pressões e as sanções arbitrárias forem impostas, continuaremos adotando as medidas necessárias para defender nossa segurança e a paz na península coreana".

O regime comunista norte-coreano realizou na segunda-feira seu segundo teste nuclear, que já foi condenado pelo Conselho de Segurança da ONU e por vários governos. Nesta terça-feira, o país efetuou o lançamento de dois mísseis poucas horas depois que o Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou, por unanimidade, seu teste nuclear .

Leia também:

Leia mais sobre: Coreia do Norte

    Leia tudo sobre: coréia do norte

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG