Coreia do Norte torpedeou navio do Sul, diz agência

Por Jack Kim SEUL (Reuters) - Os militares sul-coreanos acreditam que um torpedo disparado pela Coreia do Norte provocou o naufrágio de um navio no mês passado, com base em informações reunidas em conjunto com os Estados Unidos, disse a agência de notícias Yonhap nesta quinta-feira.

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Se confirmado, terá sido um dos incidentes mais graves entre os dois rivais desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53), e colocará mais pressão política sobre o presidente sul- coreano, Lee Myung-bak -- embora analistas não antevejam um conflito armado.

Logo após o incidente, o braço de inteligência dos militares notificou ao governo um "certo" envolvimento norte-coreano, segundo relato de uma fonte militar à Yonhap.

Lee tem sido criticado por um suposto excesso de cautela no trato com a Coreia do Norte. O governo exigiu uma minuciosa investigação do naufrágio, que teria matado até 46 marinheiros.

A reação comedida da Coreia do Sul tranquilizou os mercados, e o ministério da Defesa disse que não comentaria o assunto.

"Os submarinos da Coreia do Norte estão todos armados com torpedos pesados, com ogivas de 200 quilos, disse a fonte militar à Yonhap. "A avaliação da inteligência militar é de que o Norte atacou com um torpedo pesado."

A embarcação militar Cheonan naufragou perto de um trecho de fronteira marítima disputada entre as duas Coreias. O governo pretende içar em breve a metade frontal da embarcação de 1.200 toneladas, e só depois disso irá se manifestar oficialmente sobre a causa da explosão que a afundou.

Mesmo se a culpa for atribuída a Pyongyang, há pouco que Seul possa fazer, segundo analistas, porque uma reação militar poderia prejudicar a rápida recuperação econômica sul-coreana, além de fortalecer internamente o regime comunista norte-americano.

Sob o governo de Lee, a Coreia do Sul abandonou a ajuda incondicional ao Norte, de modo a pressionar o miserável vizinho a abrir mão de suas armas, especialmente as atômicas.

"A questão nuclear ainda não foi resolvida. Isso e o incidente do Cheonan servem para infligir um impacto negativo sobre o governo Lee", disse o analista político Lee Nam- young, da Universidade Sejong, em Seul.

A reclusa Coreia do Norte negou envolvimento com o naufrágio na costa oeste da península, cenário de duas letais batalhas navais na última década. Pyongyang acusou Lee de usar o incidente para obter benefícios políticos antes das eleições locais sul-coreanas de junho.

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