Coreia do Norte teria posicionado míssil para lançamento

A Coreia do Norte teria posicionado o que se supõe ser um míssil de longo-alcance na plataforma de lançamentos de Musudan-ri, no nordeste do país, informaram nesta quarta-feira autoridades dos Estados Unidos ouvidas pela rede NBC News. No final do mês passado, o governo norte-coreano havia anunciado o lançamento de um foguete que, segundo Pyongyang, seria usado para colocar em órbita um satélite de telecomunicações.

BBC Brasil |


Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul, no entanto, suspeitam que, na verdade, o país esteja planejando um teste com um míssil Taepodong-2, que, segundo especialistas, teria a capacidade de atingir os Estados norte-americanos do Alasca e do Havaí.

De acordo com o governo norte-coreano, o lançamento do artefato, que teria "propósitos pacíficos", está programado para acontecer entre os dias 4 e 8 de abril. Teme-se, no entanto, que o teste possa acontecer já nos próximos dias.

O Taepodong-2 foi testado pela primeira vez pelo governo norte-coreano em 2006, mas falhou menos de um minuto após o lançamento.

Após o teste fracassado, a Organização das Nações Unidas aprovou uma resolução que proíbe a Coreia do Norte de desenvolver atividades balísticas.

Segundo especialistas, tanto o lançamento de um satélite quanto o teste de um míssil utilizariam Taepodong-2.

Falando durante sua visita oficial ao México, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou que uma eventual tentativa por parte da Coreia do Norte de lançar um foguete seria considerada uma "provocação" pelos EUA.

"Nós fomos absolutamente claros. A intenção que foi comunicada pelos norte-coreanos de lançar um míssil, para qualquer propósito, será considerada um ato de provocação", disse Hillary.

A secretária de Estado americana afirmou que seu país poderá recorrer à Organização das Nações Unidas e que um teste balístico comprometeria as chamadas "negociações de seis partes".

Estas negociações - das quais também participam Coreia do Sul, Japão, Rússia e China - pretendem fazer com que Pyongyang aceite desmantelar seu programa nuclear em troca de auxílio internacional.

"Este caminho seguido pela Coreia do Norte terá um custo e consequências nas negociações de seis partes, que gostaríamos de ver retomadas. Pretendemos levar esta violação, caso ela aconteça, ao Conselho de Segurança na ONU".

Na terça-feira, o governo norte-coreano já havia afirmado que qualquer sanção da ONU imposta por causa do lançamento significaria o fim das negociações sobre o desmantelamento de seu arsenal nuclear.

O governo japonês já ameaçou enviar um navio equipado como um interceptador de mísseis para o Mar do Japão para derrubar o artefato norte-coreano.

Nesta quarta-feira, o primeiro-ministro japonês, Taro Aso, afirmou que o conselho de segurança do Japão irá se reunir ainda nesta semana para tratar dos preparativos para a derrubada do míssil, caso ele ameace o país.

A Coreia do Norte alertou os EUA, Japão e Coreia do Sul a não interferirem no lançamento.

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