Rússia alertou que eventuais sanções a Pyongyang serão contraproducentes." / Rússia alertou que eventuais sanções a Pyongyang serão contraproducentes." /

Coreia do Norte segue celebrando lançamento e faz novas ameaças

SEUL - Os gritos entusiasmados dos militares em meio a uma manifestação popular marcaram nesta quarta-feira uma nova celebração na Coreia do Norte pelo lançamento de um foguete no fim de semana, enquanto no campo diplomático a http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/04/07/russia+pede+evitar+conclusoes+apressadas+sobre+foguete+norte+coreano+5388070.html target=_topRússia alertou que eventuais sanções a Pyongyang serão contraproducentes.

Reuters |

A Coreia do Norte diz que o lançamento do domingo serviu para colocar um satélite em órbita, e que isso é parte legítima de um programa espacial pacífico. Contrariando o ceticismo internacional, Pyongyang diz que o satélite já está transmitindo dados e hinos comunistas para a Terra.

Críticos dizem, no entanto, que o lançamento é um teste disfarçado do míssil de longo alcance Taepodong-2, e que isso viola uma resolução da ONU adotada em 2006, após testes com armas nucleares e mísseis, que proíbe esse tipo de atividade por parte da Coreia do Norte.

Televisão mostra Kim Jong-Il assistindo ao lançamento do foguete Televisão mostra Kim Jong-Il assistindo ao lançamento do foguete

OS EUA e seus aliados asiáticos contestam que os norte-coreanos tenha realmente colocado um satélite em órbita, e cobram novas punições da ONU ao país.

Na terça-feira, a Coreia do Norte alertou ao Conselho de Segurança que tomará "medidas fortes" caso isso ocorra. No dia seguinte, o regime comunista reuniu sua cúpula política e militar para celebrar o lançamento, conforme mostrou uma transmissão da TV estatal captada em Seul.

A arredia Coreia do Norte ameaça boicotar as negociações pluripartites sobre seu desarmamento e retomar o funcionamento de sua usina capaz de gerar plutônio para armas nucleares, caso receba novas punições das Nações Unidas.

Além disso, na quarta-feira o regime alertou que agirá militarmente caso outro país tente recuperar os destroços do foguete, que caiu no oceano Pacífico, a cerca de 3.200 quilômetros da base de lançamento, depois de passar sobre o Japão.

Um porta-voz militar norte-coreano disse à agência estatal de notícias KCNA que as tentativas japonesas de localizar os estágios de propulsão do foguete, que caíram na costa do arquipélago, representam "um ato militar provocativo intolerável de violação da soberania (norte-coreana)."

Diplomatas dizem que China e Rússia provavelmente aceitariam um alerta do Conselho para que Pyongyang cumpra as resoluções em vigor e volte às negociações pluripartites para o fim do seu programa de armas nucleares, em troca de benefícios políticos e econômicos.

Mas Moscou e Pequim, com poder de veto no Conselho, provavelmente barrariam novas punições ao regime norte-coreano. Tóquio e Washington gostariam de ampliar as sanções financeiras atuais.

A China, que tem certa proximidade política com a Coreia do Norte, defendeu que a eventual reação da ONU seja "cautelosa e proporcional". O chanceler russo, Sergei Lavrov, declarou que a ameaça de sanções ao Norte seria "contraproducente".

Analistas dizem que a Coreia do Norte lançou o foguete sabendo que não sofreria punições sérias, e que o fato poderia fortalecer internamente o poder do ditador Kim Jong-il, cujo poder deve ser referendado na quinta-feira pelo Parlamento, com a oficialização de um novo mandato para o chefe do regime.

"O bem-sucedido lançamento do satélite... não é uma mera fruição da sabedoria e do talento, mas uma aguda confrontação com aqueles que desgostam dele", disse a KCNA em outra nota.

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