Coreia do Norte rejeita desarmamento nuclear unilateral

Por Jack Kim SEUL (Reuters) - A Coreia do Norte disse nesta segunda-feira que jamais abrirá mão unilateralmente do seu arsenal nuclear e pediu que sejam feitas inspeções na Coreia do Sul para buscar possíveis armas atômicas norte-americanas, aumentando a tensão entre os vizinhos.

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Pyongyang anunciou na semana passada a suspensão de todos os seus acordos com Seul, e disse que a península está à beira de uma nova guerra. Analistas dizem que o regime norte-coreano tenta chamar a atenção do novo governo dos EUA.

Um porta-voz militar norte-coreano disse por meio da TV estatal KRT que o Norte o Sul permanecem em estado de guerra e que seria "um ato desavergonhado de imprudência" achar que um dos lados estaria disposto a se desarmar.

"Nunca haverá desarmamento nuclear no Norte até que haja um desmantelamento nuclear no Sul para afastar a ameaça nuclear dos EUA", disse o porta-voz, reiterando apelos prévios do Norte por inspeções internacionais no Sul.

A Coreia do Sul e os EUA dizem não haver armas nucleares no Sul. Tecnicamente, as duas Coreias permanecem em guerra apesar do armistício de 1953, e os EUA mantêm 28 mil soldados no Sul.

A Coreia do Norte disse nas últimas semanas que pediu aos EUA que abandonem as suas políticas hostis. Pyongyang também teria ameaçado destruir o governo conservador sul-coreano, que passou a condicionar a ajuda humanitária ao desarmamento do país vizinho.

Nos últimos anos, a Coreia do Norte participou de um processo diplomático que levou a um acordo de desarmamento. Pyongyang, no entanto, vem retardando a adoção de um sistema de verificação do seu arsenal.

Num fato que deve agravar a irritação do regime comunista, ativistas sul-coreanos anunciaram a intenção de mandar neste mês panfletos contra o líder norte-coreano Kim Jong-il para o Norte, aproveitando o 67o aniversário dele. Os panfletos serão envolvidos em dinheiro norte-coreano, para garantir que despertem a atenção de quem os encontrar.

O governo sul-coreano, que tenta impedir os grupos ativistas de lançarem os panfletos que irritam o Norte, disse que não há fundamento jurídico para impedir a distribuição dos panfletos, apesar de as notas de wons norte-coreanos terem entrado ilegalmente na Coreia do Sul.

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