Coreia do Norte realiza disparos contra ilha sul-coreana

Ataque deixou um oficial da Marinha morto e 13 feridos, alguns em estado grave; ainda não há informações sobre vítimas civis

iG São Paulo |

A Coreia do Norte realizou na madrugada desta terça-feira uma série de disparos de artilharia em sua costa ocidental em direção ao território da ilha sul-coreana de Yeongpyeong. Segundo informações de agências internacionais, um oficial da Marinha do país morreu e pelo menos13 pessoas ficaram feridas, alguns em estado grave. Ainda não há informações de vítimas civis.

AP
Ilha sul-coreana de Yeongpyeong é vista sob fumaça após ataque da artilharia da Coreia do Norte
De acordo com a agência sul-coreana "Yonhap", o incidente aconteceu por volta das 14h30 no horário local (3h30 no horário de Brasília). O Exército da Coreia do Sul respondeu com uma rodada de disparos e o envio de caças de combate à região por precaução, além de deixar Seul e suas Forças Armadas em alerta máximo.

A ilha de Yeongpyeong fica perto da linha que divide as águas da Coreia do Sul e da Coreia do Norte no Mar Amarelo. Os disparos norte-coreanos coincidem com manobras rotineiras das Forças Armadas sul-coreanas em águas próximas à ilha e com o número cada vez maior de críticas a Pyongyang pela suspeita de ter ampliado seu programa nuclear com o enriquecimento de urânio.

O aumento da tensão com o incidente levou o governo de Seul a considerar a retirada dos sul-coreanos da zona industrial conjunta de Kaesong (Coreia do Norte), no que parece ser um dos ataques mais graves desde o afundamento , em março, da corveta sul-coreana "Cheonan", no qual morreram 46 tripulantes.

Repercussão

O Ministério de Relações Exteriores chinês expressou sua preocupação com os disparos e defendeu a retomada das negociações sobre o programa nuclear de Pyongyang. "Expressamos nossa preocupação sobre a situação", declarou Hong Lei, porta-voz da chancelaria. "Esperamos que as partes contribuam mais para a estabilidade na Península Coreana", completou. A Rússia advertiu para o risco de uma "escalada militar na Península Coreana", segundo uma fonte diplomática russa, não identificada, à agência Interfax.

Reunião de emergência

O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, optou pelo comedimento para evitar uma maior tensão após o ataque norte-coreano. "Devemos conduzir com cuidado a situação para evitar a escalada de um choque", indicou Lee, citado por um porta-voz do Escritório Presidencial sul-coreano, pouco depois de a Coreia do Norte ter realizado várias rodadas de disparos de artilharia em direção ao território sul-coreano.

As declarações foram dadas antes da reunião de emergência do presidente sul-coreano com vários ministros no escritório presidencial. O porta-voz também disse que Lee se interessou pelo estado dos feridos e pediu todos os esforços para salvar suas vidas.

O Escritório Presidencial suspeita que o ataque possa ser uma resposta aos exercícios rotineiros da Coreia do Sul no litoral ocidental, perto da fronteira norte-coreana, dos quais participam 70 mil soldados e que Pyongyang criticou mediante uma carta de protesto.

* Com AFP e EFE

    Leia tudo sobre: coreia do nortecoreia do sul

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG