Coreia do Norte prepara foguete e faz nova ameaça

SEUL - A Coreia do Norte disse nesta quinta-feira que uma eventual punição da comunidade internacional pelo lançamento de um foguete levará o país a reativar uma usina atômica que produz plutônio para armas nucleares.

Reuters |

AP

Coreia do Sul pretende usar navios para monitorar lançamento

O regime comunista levou nesta semana um foguete para sua plataforma de lançamento, alegando que pretende colocar um satélite em órbita. Os EUA e seus aliados asiáticos, no entanto, dizem que se trata de um teste disfarçado de um míssil de longo alcance, o que viola sanções da ONU por causa de testes anteriores.

Esse será o primeiro desafio ao governo de Barack Obama no trato com a irritadiça Coreia do Norte, cujo programa de armas nucleares há anos gera atritos com Washington.

A Coreia do Norte alertou que vai considerar como "ato hostil" qualquer punição que for decidida pelo Conselho de Segurança da ONU.

"Todos os processos para a desnuclearização da península da Coreia voltarão ao que costumavam ser antes do seu início, e medidas fortes e necessárias serão tomadas", afirmou um porta-voz da chancelaria, em declarações transmitidas pela agência estatal "KCNA".

Acordo de desnuclearização

A Coreia do Norte paralisou seu velho reator nuclear e começou a desmantelar a usina atômica de Yongbyon, conforme prevê um acordo multilateral de 2005, que oferece vantagens econômicas e diplomáticas como contrapartida. Apesar do acordo, os norte-coreanos testaram uma arma nuclear em 2006.

O jornal sul-coreano Chosul Ilbo citou uma fonte diplomática segundo a qual o Norte poderia disparar o seu míssil Taeopodong-2, supostamente capaz de atingir o Alasca, até o fim de semana.

"Tecnicamente, o lançamento é possível dentro de dois ou três dias", disse a fonte. Pyongyang afirma que pretende disparar o foguete, que usa a mesma tecnologia do Taepodong-2, entre os dias 4 e 8 de abril.

Reunião

O Departamento de Estado norte-americano informou nesta quinta-feira que enviados de Japão, Coreia do Sul e EUA vão se reunir em Washington na sexta-feira, num sinal da crescente preocupação com o possível lançamento.

A Casa Branca disse que o disparo do foguete seria "provocativo" e violaria resoluções da ONU. O diretor de Inteligência nacional do governo norte-americano, Dennis Blair, afirmou a jornalistas que o lançamento poderia acarretar uma condenação internacional ou algo "pior".


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