Coréia do Norte pode entregar declaração nuclear na próxima quinta-feira

Seul, 20 jun (EFE).- A Coréia do Norte poderia entregar à China por volta da quinta-feira, dia 26 de junho, a declaração nuclear que tem pendente desde o fim do ano passado, segundo fontes diplomáticas em Seul citadas pela agência sul-coreana Yonhap.

EFE |

Segundo a "Yonhap", a Coréia do Norte poderia entregar à China a declaração nuclear "por volta do dia 26 de junho", para que então os Estados Unidos iniciem o processo para eliminar o país da lista das nações que patrocinam o terrorismo.

Por outro lado, um porta-voz oficial sul-coreano, que não quis ser identificado, assegurou que o regime comunista está disposto a demolir uma torre de resfriamento de seu complexo nuclear de Yongbyon em troca de dinheiro.

"A Coréia do Norte está pedindo dinheiro aos Estados Unidos e a outras nações em troca da destruição da torre de resfriamento", apontou a fonte.

Segundo a mesma fonte, a Coréia do Norte deve demolir essa torre tão logo os Estados Unidos a retirem da lista de países que patrocinam o terrorismo.

A Coréia do Norte tem pendente desde o fim de 2007 a entrega de uma esperada declaração de seu arsenal nuclear e o desmantelamento total de suas instalações atômicas.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, se mostrou esta semana confiante de que a Coréia do Norte entregará "em breve" seu inventário nuclear.

Espera-se também que até o fim deste mês voltem a reunir-se em Pequim os representantes das negociações de seis lados sobre o processo de desnuclearização de Pyongyang (as duas Coréias, EUA, Japão, Rússia e China) Hoje mesmo, em Tóquio, o ministro de Exteriores japonês, Masahiko Komura, expressou a disposição de seu país a retomar esse processo de negociação, mesmo no caso de a Coréia do Norte não apresentar sua esperada declaração nuclear.

"A parte japonesa acredita que, para conseguir a abolição das atividades nucleares da Coréia do Norte, deve apresentar uma declaração completa. Mas também achamos que é melhor avançar e sair da detenção brusca (...), mesmo no caso de não cumprimento das exigências", acrescentou. EFE ce/gs

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG