Coreia do Norte perdoa presas americanas durante visita de Bill Clinton

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Il, emitiu um perdão especial duas jornalistas americanas presas no país, informou nesta terça-feira a agência de notícias estatal norte-coreana. O anúncio foi feito após um encontro do líder norte-coreano com o ex-presidente americano Bill Clinton.

BBC Brasil |

Fontes do governo em Washington disseram à rede americana ABC esperar que o ex-presidente e as duas mulheres deixem o a Coreia do Norte nas próximas horas e estejam em casa na quarta-feira.

As jornalistas americanas Euna Lee e Laura Ling foram condenadas a 12 anos de trabalhos forçados, acusadas de terem ter cruzado ilegalmente a fronteira entre a China e a Coreia do Norte.

Segundo a correspondente da BBC em Washington Kim Ghattas, há rumores de que a missão de Clinton tenha sido aprovada pela Casa Branca.

Clinton chegou a Pyongyang em uma visita surpresa que, segundo analistas, teria como principal objetivo obter a libertação de duas jornalistas americanas presas no país.

De acordo com a agência sul-coreana Yonhap, Clinton transmitiu a Kim Jong-il uma mensagem do presidente americano Barack Obama.

O governo americano não anunciou com antecedência a viagem de Clinton, mas um comunicado divulgado pelo Departamento de Estado após a sua chegada ao país diz que trata-se uma "visita privada".

O ex-presidente é a personalidade americana de mais alto escalão a visitar a Coreia do Norte desde 2000, quando a então secretária de Estado americana, Madeleine Albright, esteve em Pyongyang.

Analistas afirmam que, além de mediar a libertação de Laura Ling e Euna Lee, Clinton poderia ainda tentar avançar na negociação sobre as ambições nucleares norte-coreanas.

De acordo com a agência estatal norte-coreana, Clinton também foi recebido pelo vice-ministro de Relações Exteriores, Kim Kye Gwan, e por outras autoridades do país.

Prisões
Euna Lee e Laura Ling foram presas em março, depois de supostamente terem cruzado a fronteira da Coreia do Norte com a China. Elas foram condenadas a 12 anos de trabalho forçado por "atos hostis" e por terem entrado ilegalmente no país.

Em julho, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que esperava que o governo norte-coreano libertasse as duas jornalistas.

As duas estavam fazendo pesquisas para uma matéria sobre refugiados quando foram presas.

A relação entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos ficou mais tensa principalmente após os testes com mísseis realizados por Pyongyang.

Ainda segundo analistas, Kim Jong-Il estaria disposto a melhorar as relações com os Estados Unidos, à medida que se prepara para nomear um sucessor.

Kim teria sofrido um derrame há um ano, e sofre de diabetes e doenças cardíacas. Analistas afirmam que seu terceiro filho já estaria sendo preparado para assumir o poder no país.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG