A Coréia do Norte pediu à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que remova os lacres de segurança do reator nuclear de Yongbyon. O presidente da AIEA, Mohamed El Baradei, disse a jornalistas que autoridades norte-coreanas haviam requisitado a inspetores da agência que retirassem seus lacres e câmeras de vigilância na manhã desta segunda-feira para que pudessem realizar testes que não envolveriam material nuclear.

Um diplomata próximo à agência da ONU teria confirmado à agência de notícias Reuters que os lacres e as câmeras já foram removidos.

Segundo a correspondente da BBC em Viena, Bethany Bell, El Baradei ainda disse que seus inspetores observaram que recentemente alguns equipamentos que haviam sido removidos do reator foram levados de volta, mas que as instalações continuam desligadas.

A remoção de lacres de reatores norte-coreanos em 2002 desencadeou uma crise que culminou com a realização de testes de uma arma nuclear pelo país em 2006.

Ameaça
Na semana passada, um diplomata norte-coreano anunciou que o país vai interromper o desmantelamento de seu programa nuclear e reativar as operações do reator.

Segundo Hyun Hak-bong, a medida foi motivada pela falta de compromisso dos Estados Unidos em cumprir com sua parte no acordo firmado em julho entre seis países para o desarmamento nuclear da Coréia do Norte.

Em junho, o país submeteu, com grande atraso, um relatório revelando detalhes de suas instalações nucleares - esperando, em contrapartida, a remoção imediata de seu nome da lista americana de países que apóiam o terrorismo.

Entretanto, os Estados Unidos afirmaram que isso não seria possível até que o país concordasse com inspeções para verificar a veracidade do que havia revelado.

O grupo dos seis países que negociam a questão nuclear norte-coreana - Estados Unidos, China, Rússia, Japão e as duas Coréias - ainda não chegou a um entendimento sobre a melhor maneira de verificar essas informações.

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