Coréia do Norte pede à AIEA retirada de lacres para voltar a processar urânio

Viena, 22 set (EFE).- A Coréia do Norte pediu aos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que retirem os lacres e equipamentos de vigilância da instalação de Yongbyon, que seria desmantelada, para retomar testes de reprocessamento de urânio, material que serve para fabricar bombas atômicas.

EFE |

Assim informou hoje, em Viena, o diretor-geral da agência nuclear, Mohamed ElBaradei, ao início de uma reunião do Conselho de Governadores do organismo internacional.

Os inspetores da AIEA "observaram que alguns equipamentos, previamente eliminados pela Coréia do Norte durante o processo de desmantelamento, foram reinstalados (em Yongbyon)", disse o diretor-geral, de acordo com a versão escrita de seu discurso ao Conselho.

Segundo ElBaradei, "isto não mudou o status de desmantelamento das instalações em Yongbyon".

Apesar da solicitação de eliminar os lacres, o diretor-geral expressou sua esperança de que "sejam criadas as condições para que a Coréia do Norte volte ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) o mais rápido possível".

O regime de Pyongyang tinha abandonado o TNP em janeiro de 2003, após expulsar os últimos dois inspetores da AIEA que supervisionavam as instalações de Yongbyon.

Em seguida, a Coréia do Norte impulsionou seu programa nuclear militar, que chegou a um ponto crítico quando, em outubro de 2006, realizou um teste nuclear subterrâneo.

Mas, dentro das negociações de multilaterais com Estados Unidos, Rússia, China, Coréia do Sul e Japão, o regime comunista aceitou finalmente desmantelar seu programa nuclear, em troca de ajudas comerciais.

No entanto, diante da recusa de Washington em retirar a Coréia do Norte de sua lista de países terroristas, Pyongyang anunciou recentemente sua decisão de reiniciar seu programa nuclear. EFE jk/an

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