Coreia do Norte ordena saída de inspetores da ONU, diz AIEA

VIENA - A Coreia do Norte cancelou nesta terça-feira toda cooperação com os monitores nucleares da Organização das Nações Unidas (ONU) e ordenou a saída dos inspetores o mais rápido possível, disse a Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA).

Redação com agências internacionais |

A decisão de Pyongyang segue a declaração de que abandonaria as conversas entre seis países para seu desarmamento nuclear e que reativaria uma usina capaz de produzir plutônio para bombas, em uma resposta direta à reprovação da ONU de seu lançamento de um míssil de longo alcance.

"(A Coreia do Norte) informou hoje os inspetores da AEIA na usina de Yongbyon de que está cancelando imediatamente toda a cooperação com a AEIA", disse em comunicado um porta-voz da agência de inspeções da ONU, Marc Vidricaire.

"(O país) requisitou a remoção de todo os equipamentos de vigilância e restrição, e que inspetores da AEIA não terão mais acesso à usina". Vidricaire disse que a pequena equipe de inspetores teve sua saída ordenada do país "o mais rápido possível".

Fim das negociações

Em um comunicado divulgado horas depois de o Conselho de Segurança da ONU ter condenado o lançamento de um foguete no início deste mês, o governo da Coreia do Norte afirmou nesta terça-feira que retomará seu programa nuclear e não participará mais de negociações sobre o desmantelamento de suas instalações atômicas.

"A Coreia do Norte rejeita a ação injusta do Conselho de Segurança da ONU, que deliberadamente infringe a soberania do país e agride a dignidade do povo coreano", diz o comunicado do Ministério das Relações Exteriores do país divulgado pela agência estatal KCNA.

O documento ainda afirma que o país não participará mais das negociações de seis partes (que ainda incluem Estados Unidos, China, Coreia do Sul, Rússia e Japão) sobre o fim de seu programa atômico e que irá restaurar suas instalações nucleares.

"A Coreia do Norte irá reforçar de todas as maneiras seu poder nuclear para autodefesa. Também tomará medidas para restaurar o estado original de suas instalações nucleares que foram desmanteladas por causa do acordo de seis partes", diz o documento.

Conselho de Segurança

Horas antes, nesta segunda-feira, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou de modo unânime o lançamento de um foguete , no último dia 5 de abril, pela Coreia do Norte.

Em um comunicado conjunto, os 15 membros do CS afirmaram ainda que irão reforçar as sanções contra a Coreia do Norte por causa do lançamento - que EUA, Japão e Coreia do Sul suspeitam que, na verdade, tenha sido o teste de um míssil de longo-alcance.

O governo de Pyongyang, no entanto, afirma que o lançamento tinha "fins pacíficos" e que o foguete carregava um satélite de telecomunicações.

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* Com Reuters e AFP

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