VIENA (Reuters) - A Coreia do Norte cancelou nesta terça-feira toda cooperação com os monitores nucleares da Organização das Nações Unidas (ONU) e ordenou a saída dos inspetores o mais rápido possível, disse a Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA). A decisão de Pyongyang segue a declaração de que abandonaria as conversas entre seis países para seu desarmamento nuclear e que reativaria uma usina capaz de produzir plutônio para bombas, em uma resposta direta à reprovação da ONU de seu lançamento de um míssil de longo alcance.

"(A Coreia do Norte) informou hoje os inspetores da AEIA na usina de Yongbyon de que está cancelando imediatamente toda a cooperação com a AEIA", disse em comunicado um porta-voz da agência de inspeções da ONU, Marc Vidricaire.

"(O país) requisitou a remoção de todo os equipamentos de vigilância e restrição, e que inspetores da AEIA não terão mais acesso à usina".

Vidricaire disse que a pequena equipe de inspetores teve sua saída ordenada do país "o mais rápido possível".

A Coreia do Norte disse também à AEIA, órgão da ONU baseado em Viena, que decidiu reativar todas as instalações da usina de Yongbyon e que reiniciaria o reprocesso de combustível para plutônio.

O Conselho de Segurança da ONU condenou por unanimidade na segunda-feira o lançamento de um foguete de longo alcance no dia 5 de abril como contravenção ao veto da ONU e exigiu o cumprimento de sanções já existentes contra o país.

A Coreia do Norte já havia expulsado monitores da AEIA em setembro, mas readmitiu-os em outubro após chegar a acordo com Washington o que resolveu temporariamente as suspeitas sobre seu processo de desnuclearização.

(Reportagem de Mark Heinrich)

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