Coreia do Norte nega que tenha efetuado disparos contra Seul

Segundo comunicado do regime de Kim Jong-il, barulho interpretado pela Coreia do Sul como tiros de artilharia seriam na verdade detonações em uma construção

EFE |

A Coreia do Norte negou ter disparado nesta quarta-feira nas cercanias da fronteira marítima com o Sul e assegurou que as detonações escutadas na zona, que provocaram uma resposta do exército sul-coreano , provinham de trabalhos de construção.

Esta alegação, divulgada através da agência estatal norte-coreana "KCNA", foi rejeitada pelo exército sul-coreano, que mantém que as detonações procediam aparentemente de manobras militares executadas pelo exército comunista na zona.

Segundo um comunicado da "KCNA" recolhido pela agência sul-coreana "Yonhap", o som de disparos escutado na quarta-feira pelas forças sul-coreanas era "uma detonação normal na construção de um objeto gigante". "Assustados por isto, o exército belicista da Coreia do Sul estendeu desinformação ao dizer que o exército da República Popular Democrática da Coreia produziu uma provocação disparando artilharia", acrescentou a "KCNA", com a habitual retórica do regime de Kim Jong-il.

Nesta quinta, o Estado-Maior sul-coreano reiterou que três rodadas de artilharia norte-coreana, de um total de cinco, caíram perto da Linha Limítrofe do Norte (NLL), como é conhecida a fronteira entre as duas nações no Mar Amarelo (Mar Ocidental).

O incidente começou às 13h locais de quarta-feira (1h de Brasília), quando o exército sul-coreano escutou três detonações e assegurou que um projétil artilheiro norte-coreano caiu perto da fronteira marítima próxima à ilha sul-coreana de Yeonpyeong. Uma hora mais tarde, as forças sul-coreanas decidiram responder com três rodadas de disparos em direção ao mesmo ponto atingido pelo projétil.

Por volta das 19h46 locais (7h46 de Brasília), o Exército sul-coreano informou que as baterias norte-coreanas tinham realizado dois novos disparos de artilharia em direção à linha de demarcação marítima. A Coreia do Sul respondeu com mais disparos de advertência desde a ilha de Yeonpyeong, cenário de um incidente muito pior em novembro, quando um bombardeio norte-coreano com obuses matou dois militares e dois civis sul-coreanos. Pyongyang não reconhece a fronteira marítima que separa os dois países em sua costa ocidental desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53).

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