Coreia do Norte não abandonará seu programa nuclear sem garantias, diz Carter

Segundo o ex-presidente a Coreia está disposta a melhorar as relações com os Estados Unidos

EFE |

O ex-presidente americano Jimmy Carter indicou que o regime comunista norte-coreano lhe transmitiu, durante sua visita a Pyongyang, que "não abandonará seu programa nuclear sem garantias de segurança de algum tipo por parte dos Estados Unidos".

As declarações de Carter foram publicadas nesta quinta-feira, com data de quarta, no site do grupo independente "The Elders" (Os Anciãos), a organização de ex-estadistas que organizou a visita privada de três dias a Pyongyang, que chega ao fim hoje.

"Durante nossa agenda em Pyongyang ouvimos constantemente que a Coreia do Norte quer melhorar as relações com os EUA e que está preparada para conversas incondicionais tanto com os EUA como com a Coreia do Sul", indicou Carter no site do grupo.

"O ponto inváriavel, e é grande, é que eles (Coreia do Norte) não abandonarão seu programa nuclear sem garantias de segurança de algum tipo por parte dos Estados Unidos", acrescentou.

A Coreia do Norte reiterou que está disposta a voltar às conversas de seis lados sobre seu programa nuclear - das quais também participam Coreia do Sul, China, EUA, Rússia e Japão -, paralisadas desde 2008 pelo boicote do regime norte-coreano.

EUA e Coreia do Sul exigem que Pyongyang demonstre sua disposição para um diálogo sincero e que se desculpe pelo bombardeio de uma ilha sul-coreana em novembro de 2010 e pelo afundamento da corveta "Cheonan", da Marinha da Coreia do Sul, em março do ano passado.

Carter, que viaja acompanhado do ex-presidente da Finlândia Martti Ahtisaari, da ex-presidente da Irlanda Mary Robinson e da ex-primeira-ministra da Noruega Gro Brundtland, chegará nesta quinta-feira a Seul, onde dará detalhes de suas reuniões na Coreia do Norte às autoridades e à imprensa sul-coreanas.

Jimmy Carter e sua equipe se reuniram durante sua visita à Coreia do Norte com o número dois do regime comunista, Kim Yong-nam, e trataram também de assuntos humanitários como a assistência médica e alimentícia à população.

"Espero que possamos ser capazes de voltar aos EUA e à Europa com uma mensagem construtiva e positiva", indicou o ex-presidente americano e prêmio Nobel da Paz em 2002.

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