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Coréia do Norte limita ao mínimo o fluxo fronteiriço com Coréia do Sul

Cecilia Heesook Paek. Seul, 1 dez (EFE).- A Coréia do Norte restringiu hoje o acesso ao país dos trabalhadores sul-coreanos que operam no complexo industrial intercoreano de Kaesong, mas não cumpriu a ameaça de fechar completamente a fronteira.

EFE |

Pyongyang optou por medidas menos radicais que as estudadas, ao reduzir em mais de 75% o número de sul-coreanos que podem permanecer no complexo industrial situado na cidade fronteiriça de Kaesong.

Este parque industrial é a principal fonte de divisas de Pyongyang e o símbolo do processo de reconciliação e do desenvolvimento econômico entre as duas Coréias, onde até agora trabalhavam cerca de 4,1 mil sul-coreanos.

Mas, além disso, é um dos poucos projetos conjuntos entre os dois vizinhos, em um momento no qual as relações bilaterais estão em um momento ruim.

O número de trabalhadores fixado por Pyongyang é muito inferior ao que negociava, e que buscava que entre 1,6 mil e 1,7 mil cidadãos de seu país pudessem permanecer em Kaesong, onde 88 empresas sul-coreanas empregam cerca de 36 mil trabalhadores norte-coreanos.

No entanto, a Coréia do Norte tinha anunciado em meados de novembro o fechamento completo da fronteira terrestre com o sul.

Hoje, essa ameaça se limitou a uma severa restrição do fluxo de pessoas e mercadorias entre as duas Coréias.

Segundo a agência sul-coreana "Yonhap", 56 trabalhadores sul-coreanos foram rejeitados hoje mesmo na fronteira e só 542 pessoas conseguiram atravessá-la, em contraste com os mais de mil sul-coreanos que faziam o mesmo diariamente até o momento.

Além disso, a partir de hoje, apenas 250 sul-coreanos poderão atravessar a fronteira em viagens diárias para transportar mercadorias ao complexo industrial, frente aos 500 que podiam passar antes.

No entanto, o endurecimento da política fronteiriça com a Coréia do Sul, que Pyongyang considera uma resposta à política hostil do conservador Lee Myung-bak, à frente da Presidência sul-coreana, foi além.

Também entrou hoje em vigor a suspensão da linha ferroviária intercoreana que foi inaugurada há um ano.

Esta ferrovia transportava ao sul mercadorias produzidas em Kaesong e os turistas sul-coreanos que participavam do programa de turismo planejado esta cidade norte-coreana.

Pyongyang fechou também o escritório da Cruz Vermelha entre os dois países e cortou as linhas telefônicas diretas que os ligava através da zona desmilitarizada de Panmunjom.

As relações entre as duas Coréias pioraram após Lee Myung-bak assumir a Presidência sul-coreana, em fevereiro, estabelecendo uma política mais dura em relação ao processo de desarmamento nuclear norte-coreano.

A Coréia do Norte acusou então o Governo conservador de Seul de promover uma "política de confronto".

Desde outubro, Pyongyang exige também que Seul pare o envio de panfletos contra o regime comunista por parte de grupos civis sul-coreanos, nos quais, entre outros assuntos, há especulações sobre do estado de saúde do líder norte-coreano, Kim Jong-il.

Seul lamentou o endurecimento da atitude da Coréia do Norte, e o porta-voz do Ministério da Unificação sul-coreano, Kim Ho-nyoun, alegou que a restrição de acesso ao complexo de Kaesong "gera barreiras à atividade das empresas sul-coreanas".

O porta-voz lembrou que estas medidas norte-coreanas violam o acordo alcançado entre as duas Coréias para solucionar os conflitos mútuos através do diálogo e da negociação. EFE ce/an

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