Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou, por unanimidade, seu teste nuclear, de acordo com notícias divulgadas pela Coreia do Sul. A agência de notícias estatal sul-coreana Yonhap disse que a Coreia do Norte lançou os dois mísseis de curto alcance de uma base na costa leste do país." / Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou, por unanimidade, seu teste nuclear, de acordo com notícias divulgadas pela Coreia do Sul. A agência de notícias estatal sul-coreana Yonhap disse que a Coreia do Norte lançou os dois mísseis de curto alcance de uma base na costa leste do país." /

Coreia do Norte lançou mais dois mísseis, diz Coreia do Sul

A Coreia do Norte realizou nesta terça-feira testes com dois mísseis, poucas horas depois que o http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/05/25/conselho+de+seguranca+condena+teste+nuclear+norte+coreano++6332925.htmlConselho de Segurança das Nações Unidas condenou, por unanimidade, seu teste nuclear, de acordo com notícias divulgadas pela Coreia do Sul. A agência de notícias estatal sul-coreana Yonhap disse que a Coreia do Norte lançou os dois mísseis de curto alcance de uma base na costa leste do país.

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O lançamento ocorre em um momento em que diplomatas das Nações Unidas começam a formular uma resolução para punir a Coreia do Norte pelo teste nuclear subterrâneo na segunda-feira. O teste foi sucedido do lançamento de pelo menos três mísseis, ainda na segunda-feira. A punição pode incluir mais sanções contra o país.

A comunidade internacional manifestou preocupação com as atividades norte-coreanas. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou com os líderes do Japão e da Coreia do Sul para garantir a eles que seu país está comprometido com a segurança no nordeste da Ásia.

Pronta para batalha

A Coreia do Norte assegurou que seu Exército e seu povo estão preparados para uma batalha contra qualquer tentativa de "ataque preventivo" dos Estados Unidos, informou hoje a agência estatal norte-coreana "KCNA".

"Nosso Exército e povo estão em plena preparação para um combate contra qualquer tentativa americana de um ataque preventivo", informou hoje o diário do Partido dos Trabalhadores norte-coreano, "Rodong Sinmun", citado pela "KCNA".

O diário norte-coreano acrescentou que os EUA realizam atividades militares de relevância contra o país comunista, em referência, entre outras, às manobras conjuntas de março com a Coreia do Sul na península coreana.

Além disso, o regime norte-coreano acusou o atual Executivo americano de seguir "os mesmos passos" de presidente George W. Bush, de "uma política militar arrasadora" contra seu país.

Compromisso

Com o aumento da tensão na região após o anúncio do teste norte-coreano, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou por telefone, nesta segunda-feira, com o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, e o primeiro-ministro japonês, Taro Aso.

Segundo a Casa Branca, os líderes teriam "concordado em trabalhar juntos para buscar uma resolução forte por parte do Conselho de Segurança da ONU com medidas concretas para interromper as atividades balísticas e nucleares da Coreia do Norte".

Obama também reafirmou ao premiê do Japão "o compromisso inequívoco" dos EUA "com a defesa do Japão e a manutenção da paz e da segurança no nordeste da Ásia".

De acordo com a agência Yonhap, os ministros da Defesa da Coreia do Sul e da China devem se encontrar para discutir uma ação conjunta na crise.

"Declaração de guerra"

Nesta terça-feira, o governo da Coreia do Sul anunciou que passará a fazer parte do Proliferation Security Initiative (PSI), um programa patrocinado pelos Estados Unidos para tentar evitar o tráfico de armas de destruição em massa.

Por diversas vezes, o governo de Pyongyang afirmou que a participação da Coreia do Sul na iniciativa seria considerada "uma declaração de guerra". Lançado em 2003, o PSI não tem nenhum país como alvo declarado.

A Coreia do Norte, no entanto, suspeita de exportar armas ilícitas, é vista como um dos principais alvos do programa.

Resolução

Na noite desta segunda-feira, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou, de modo unânime, o teste nuclear feito pelo governo da Coreia do Norte.

Após uma reunião de emergência, os membros do Conselho afirmaram que o teste é "uma clara violação" das resoluções de 2006 do CS, que proíbem a Coreia do Norte de desenvolver atividades nucleares.

O representante da Rússia, Vitaly Churkin, que ocupa a Presidência rotativa do órgão, afirmou que os membros do Conselho concordaram em começar a trabalhar imediatamente em uma nova resolução sobre a Coreia do Norte.

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