Coreia do Norte faz ameaças nucleares em resposta a sanções

Por Miyoung Kim e Jon Herskovitz SEUL (Reuters) - A Coreia do Norte afirmou neste sábado que iniciará um programa de enriquecimento de urânio e processará em armas todo o seu plutônio, como resposta às recentes sanções da Organização das Nações Unidas. Os Estados Unidos reagiram e exigiram que Pyongyang pare com as suas provocações.

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A Coreia do Norte também ameaçou com ação militar se os norte-americanos e os seus aliados tentarem isolar o país.

Na sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que suspende todas as exportações de armas da Coreia do Norte e também importações de armas para o país. A resolução autoriza os países membros da ONU a inspecionarem o mar da Coréia do Norte, os carregamentos aéreos e terrestres e confiscar e destruir produtos cujo transporte viola a sanção.

Em Washington, uma autoridade do Departamento de Estado dos EUA afirmou que a Coreia do Norte "precisa parar com ações e retórica provocadoras" e retornar ao chamado diálogo entre seis partes, que envolve as duas Coreias, os Estados Unidos, a Rússia, o Japão e a China.

A agência de notícias KCNA citou um porta-voz do Ministério do Exterior da Coreia do Norte dizendo que o país adotaria ações militares se os Estados Unidos e os seus aliados tentassem isolar o país.

O porta-voz norte-coreano também afirmou que o país iniciaria um programa para enriquecer urânio para um reator à base de água leve. Especialistas dizem que a Coreia do Norte não tem a tecnologia para construir um reator desse tipo e pode estar usando esse programa para encobrir enriquecimento de urânio para armas.

O porta-voz acrescentou que a Coreia do Norte processaria todo o seu plutônio em arma, e que o país já havia reprocessado mais de um terço do seus tubos de combustível nuclear.

A Coréia do Norte tem usado por anos a ameaça militar para conseguir concessões das potências regionais. O país respondeu a uma punição da ONU pelo lançamento de um foguete em abril dizendo que havia reativado uma usina e ameaçando novos testes de mísseis.

A usina nuclear norte-coreana de Yongbyon, da era soviética, estava sendo desativada como parte de um acordo entre Pyongyang e países da região. Os tubos de combustível usados, em resfriamento em Yongbyon, podem produzir material nuclear equivalente a uma bomba, segundo especialistas.

(Reportagem adicional de Jonathan Thatcher em Seul, Louis Charbonneau, Claudia Parsons na ONU e Sue Pleming em Washington)

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