Coreia do Norte expulsa especialistas nucleares dos EUA

Washington, 15 abr (EFE).- A Coreia do Norte ordenou a expulsão dos especialistas nucleares americanos, depois que, na terça-feira, decidiu retomar o programa de rearmamento nuclear, colocar fim à negociação de seis lados e retirar os inspetores internacionais que atuavam na nação, confirmou hoje o Governo dos Estados Unidos.

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"As autoridades norte-coreanas pediram aos especialistas governamentais e ao pessoal que supervisionava o desmantelamento das instalações de Yongbyon que deixassem a Coreia do Norte", explicou o porta-voz interino do Departamento de Estado americano, Robert Wood.

A equipe que os EUA possuem desdobrada no terreno "já concluiu os preparativos para sair", explicou o porta-voz, que destacou que os funcionários americanos que estão no país discutem os "próximos passos com a Coreia do Norte".

"Os norte-coreanos tomaram claramente uma decisão e pediram ao nosso pessoal que abandone o país da mesma forma que à AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), e creio que estamos simplesmente falando (com eles) sobre a logística de nossa saída", afirmou.

Os inspetores americanos não fazem parte da equipe da AIEA à qual o Governo norte-coreano informou na última terça que a colaboração entre a agência e o país estava acabada, antes de expulsar os especialistas que fiscalizavam a atividade do reator de Yongbyon.

Wood qualificou a ordem da Coreia do Norte de um "passo atrás", e ressaltou que Pyongyang "terá que enfrentar as consequências deste tipo de decisões".

Para o Governo americano, a reação da Coreia do Norte "somente a isolará ainda mais da comunidade internacional", afirmou Wood, que, no entanto, não quis especular sobre as possíveis consequências às quais apontou.

Por fim, o Departamento de Estado americano negou que a reação da Coreia do Norte represente um "fracasso diplomático" por parte da comunidade internacional.

"Trabalhamos duramente com um número de países para tentar conseguir o objetivo a longo prazo da desnuclearização da península norte-coreana. E tivemos neste processo altos e baixos com o Norte", concluiu. EFE cae/db

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